Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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Oposição apoia Aécio como líder no Congresso e critica protestos antidemocráticos em todo o País

Derrotado nas urnas por Dilma, senador Aécio Neves prometeu fazer a mais vigorosa oposição da história do Brasil. Apoio a Aécio ocorreu durante reunião do PSDB com outro partidos



1.jpg Aécio recebeu apoio de outros partidos de oposição à Dilma

Com a presença de representantes da oposição na Câmara e no Senado, e de algumas legendas ex-base aliada do governo, como PPS, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu apoio para liderar o movimento oposicionista no Congresso. Decisão conjunta ocorreu na reunião da Executiva Nacional do PSDB, a primeira após as eleições deste ano.

“Estamos selando um pacto de construção da oposição revigorada e vitoriosa, pois passamos a eleição falando a verdade sobre uma nova construção política ética”, disse Aécio. Lembrando nomes como os da senadora Ana Amélia (PP-RS) e do Pastor Everaldo (PSC), que participou da disputa presidencial no primeiro turno, o senador salientou que sua candidatura transformou-se em “grande movimento em favor do Brasil”.

Aécio Neves prometeu fazer a mais vigorosa oposição da história do país. ”Sou um democrata. Lutei com as armas da verdade, combatendo como aprendi na política, onde as ideias devem brigar e não as pessoas. Tenho a mesma determinação e coragem para participar da nova oposição, reunida hoje pela primeira vez”, disse.

O senador continuou: “Oposição não se faz com um ou alguns cidadãos. Também não precisa de um líder. Ela tem, viva na alma de milhões de brasileiros, a essência da indignação. Tem, ainda, a esperança enraizada naquilo que podemos mudar”.

A reunião entre os partidos ocorreu no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados. Com mandato até janeiro de 2019, a senadora Ana Amélia lembrou que Aécio Neves havia pedido para que os oposicionistas não se dissipassem após os resultados das urnas. Segundo ela, o maior compromisso da oposição é se manter unida nos próximos anos.

“Lamentavelmente, constatamos que a mentira tem perna curta. Não olharemos para trás e desejaremos que o país cresça. Entretanto, com trabalho e apoio dos 51 milhões de brasileiros [que votaram em Aécio], é possível construir um Brasil ainda melhor”, ressaltou Pastor Everaldo, criticando as manifestações dos últimos dias em algumas capitais do país.

Presidente nacional do PPS, o ex-deputado Roberto Freire observou que a aliança da oposição mostra que as legendas “estão dando voz a uma indignação que as ruas começam a expressar”, assinalou. Freire explicou a importância de um movimento democrático e ético no Parlamento. “Não vamos nos render a uma indignação que perca a luta democrática. Derrotar o governo petista faz parte da luta democrática”, acrescentou, afirmando que não apoiará qualquer “desvio”.

A aliança oposicionista, que começará a produzir efeitos a partir de 2015, também foi exaltada pelo deputado Paulinho da Força e pelo ex-senador Arthur Virgílio (PSDB). Segundo eles, o desempenho de Aécio Neves na campanha deve ser considerado pelos parceiros como “aglutinador de partidos díspares”.

Na tarde de terça (4), no retorno ao Senado, Aécio prometeu uma oposição dura. Acentuou que as cobranças virão do Congresso e das ruas, entre elas eficiência na gestão pública, transparência nos gastos e apuração de todas as denúncias de corrupção. O senador repudiou as manifestações que defendem a volta dos militares ao poder, concluindo que não há fato especifico para pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Na Câmara, o PSDB tem a terceira maior bancada, com 54 deputados federais. Desses, 28 são parlamentares reeleitos. No Senado, o partido terá, em 2015, menos dois integrantes da atual bancada de 12 senadores. Nas urnas, Aécio Neves perdeu em resultado considerado apertado, com 48,36%, contra os 51,54% dos votos válidos para Dilma.

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