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Opositores lançam campanha contra a volta da CPMF

Intitulado “Basta de iimposto. Não à CPMF”, o manifesto afirma representar o sentimento da sociedade 17/09/2015 às 11:52
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Líder do DEM na Câmara dos Deputados, deputado Mendonça Filho (PE), é contra a volta do imposto
antônio paulo brasília (sucursal)

Deputados e senadores do DEM, do PSDB, do PPS, do PSC, do PP, do PMDB e do Solidariedade lançaram ontem um movimento contrário ao retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O manifesto foi chamado de “Basta de Imposto, Não à CPMF”. Criada em 1997, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC), com o objetivo de arrecadar dinheiro para a saúde, e extinta em 2007, pelo Congresso Nacional, a volta do “imposto do cheque” é uma das medidas anunciadas nesta semana pelo governo para equilibrar as contas públicas.

As lideranças da oposição no Congresso, no entanto, anunciaram que vão levar o assunto às executivas dos partidos a fim de fechar questão em torno do voto contrário à CPMF. “O Brasil não aguenta mais pagar imposto. A carga tributária é de 36% do Produto Interno Bruto (PIB). O povo não tem serviços prestados pelo Estado – educação, saúde, infraestrutura. Paga imposto de primeiro mundo e tem um serviço de terceiro mundo. O Estado é que tem que fazer seu dever de casa, cortando na carne, reduzindo o tamanho da máquina e não onerando ainda mais a população”, afirmou o líder do DEM na Câmara dos Deputados, deputado Mendonça Filho (PE).

Para o líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), o manifesto representa não apenas a oposição, mas o sentimento da sociedade brasileira. “Para aumentar imposto, o governo tem de ter credibilidade. E este governo não tem, nem interna nem externa”, disse. Sampaio acredita na derrota da CPMF em razão de o governo não ter uma base sólida de sustentação no Congresso.

Deputados de partidos que integram o governo, como Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), também participaram do movimento. “Como deputado do PMDB e vendo a bancada majoritariamente contra, eu venho aqui me juntar a essa frente e dizer não à CPMF”, declarou.

Na última terça-feira (15), o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), defendeu o retorno da CPMF. Segundo Guimarães, trata-se de uma contribuição provisória que não será paga por todos os brasileiros.

Presidente da Fiesp critica tributo

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaff, esteve ontem, na Câmara do Deputados, para conversar com o presidente da Casa, Eduardo Cunha. Ele criticou uma possível volta da CPMF. Para Skaff, a sociedade não quer pagar mais impostos. O que ela espera é que o governo reduza os seus gastos.

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