Publicidade
Cotidiano
Notícias

Órgãos prometem solucionar falta de água e de energia em Manaus com reestruturações dos sistemas

Em 2015, a Eletrobras promete continuar obras do Linhão do Tucuruí e fortalecer estações para acabar com a falta de energia. Não ter água em casa será coisa do passado conforme as promessas do Proama e Manaus Ambiental 30/12/2014 às 16:44
Show 1
Historicamente a população manauara sofre sem água nas torneiras e também com falta de energia
VINICIUS LEAL Manaus (AM)

O ano de 2014 foi de sofrimento quando se pensa nos serviços essenciais de abastecimento de água e energia elétrica em Manaus. Mesmo sendo banhada pela gigantesta bacia hidrográfica do rio Amazonas, a cidade historicamente tem graves problemas de falta de água, principalmente nas áreas periféricas. Já se tratando de energia, a capital, em meio à selva amazônica, carece de um sistema forte de distribuição capaz de superar problemas técnicos como isolamento, instabilidade e produção. 

Energia

Este ano que passou, os moradores de Manaus sofreram com constantes quedas de energia elétrica este ano, geralmente causada por furtos no serviço, segundo informava a empresa responsável pelo setor, a Eletrobras Amazonas Energia. Entretanto, as interrupções também foram constantes após chuvas e temporais na capital, onde qualquer “vento” desestabilizava o sistema, aparentemente instável e fraco.

Segundo a concessionária, a necessidade por consumo de energia em Manaus aumentou de setembro 2011 para outubro deste ano, passando de 1433 MW para 1140 MW, um aumento de 26% de crescimento acentuado da carga de energia. Entretanto, ainda segundo o órgão, o montante de geração térmica a óleo tem diminuído com o passar dos anos.

“Grande parte do parque térmico da Eletrobras utiliza gás da bacia do Urucu e passará a utilizar mais gás com a entrada em operação da Usina Termelétrica (UTE) Mauá Três (575 MW), prevista para 2015”, informou a assessoria de imprensa da Eletrobrás. Contudo, a implantação do Linhão do Tucuruí em Manaus promete ser a solução dos problemas de energia na capital do Amazonas.

Após chuvas curtas há falta de energia

O Linhão interligará as cidades do Estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) de geração e transmissão de energia. Conforme a empresa, a interligação parcial ao SIN já trouxe benefícios esperados e “superou expectativas”, como ocorreu durante a Copa do Mundo. A empresa disse que as subestações do Linhão já estão todas prontas para o uso, mas não informou quando a interligação geral vai acontecer.

Luz para Todos

As obras do programa Luz para Todos, criado em 2003 durante o governo Lula, e prorrogado até 2014, continuarão ocorrendo de acordo com a programação elaborada pela Eletrobras, conforme a assessoria de imprensa. O objetivo do programa federal era levar energia elétrica para regiões sem acesso ao serviço por todo o Brasil, o que nunca aconteceu.

Até o momento, segundo a Eletrobras, já foram atendidos 95.380 domicílios em 2.700 comunidades no Amazonas, ou seja, 500 mil pessoas atendidas, com um investimento de R$ 802.123.300. Recentemente foram contempladas as comunidades indígenas Tupy e Deus me Ajude, no município de São Paulo de Olivença, e domicílios tradicionais em Beruri.

Água

Depois do ano em que o Programa Águas para Manaus (Proama) finalmente foi implantado – após quatro anos de desentendimento entre Prefeitura e Governo para tirar a obra do papel, houve ainda um acidente na estação da Ponta das Lajes que fez 47 bairros nas zonas Norte e Leste “penarem” sem água por até dois meses. Em 2015, ainda haverá esse problema?


Periferia da cidade sofre sem água

Com a paulatina extinção da Companhia de Saneamento do Amazonas (Cosama) – que atualmente vende água do Proama em atacado para a Manaus Ambiental distribuir pela cidade, uma empresa privada deverá ser escolhida para administrar o programa. O edital de licitação para escolher tal empresa, que já foi aprovado em audiência pública, deveria ter sido lançado até dezembro.

“Se não, isso acontecerá nos primeiros dias de 2015”, prometeu Sérgio Elias, diretor do consórcio do Proama. A meta é que até fevereiro uma empresa seja selecionada para a função e, de uma vez por todas, não falte água para moradores das zonas Norte e Leste. “Se não houvesse aquele acidente, já teríamos feito a licitação”, ressaltou Sérgio. Ao todo, cerca 500 mil pessoas devem ser afetadas com as águas do Proama.

Em 2015, a Manaus Ambiental, empresa responsável por distribuir água na capital, promete consolidar totalmente o Proama com investimento e ampliação da elevatória do programa. A concessionária ainda promete fortalecer o sistema de água no Distrito Industrial e Mauazinho com a construção de uma adutora de 600 milímetros.

Em 2015, a concessionária pretende, ainda, renovar e trocar hidrômetros para dar transparência ao consumo; continuar a parceria com a Delegacia de Furtos de Água para diminuir fraudes e furtos do serviço, e combater construções de poços clandestinos, que levam a população a se contaminar com água inadequada.

Esgoto

Já na área de coleta e tratamento de esgoto, serviço que beneficia apenas 24,33% da população conforme o Instituto Trata Brasil, a Manaus Ambiental promete revitalizar cinco estações de tratamento na Zona Norte, ampliar a estação de tratamento do Timbiras, revitalizar todas elevatórias da área Centro-Sul, revisar e ampliar a estação de tratamento do Centro. Até lá, a população continuará pagando por um serviço que não usufrui.


Esgoto tratado é para poucos em Manaus

“O foco em 2015 é o plano diretor de esgoto, de onde vai sair grandes obras e prioridades nos próximos quatro ou cinco anos”, afirmou Arlindo Sales, diretor de regulação e meio ambiente da Manaus Ambiental. Ele rebate os dados do Trata Brasil e afirma que esgoto tratado beneficia, em média, 45% de Manaus. O problema, segundo ele, é a baixa adesão ao sistema, onde a população se recusa a migrar devido custos do serviço.

Publicidade
Publicidade