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‘Os mais perigosos e violentos’, diz delegado ao transferir 20 presos de Iranduba para Manaus

De estuprador a traficantes estrangeiros, os presos estão na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro. A delegacia do município vizinho tem capacidade para oito detentos e estava com mais de 60 11/06/2015 às 18:00
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A ação iniciou por volta de 8h de hoje e encerrou às 12h.
Kamyla Gomes Manaus (AM)

Considerados como os mais perigosos e violentos criminosos presos de Iranduba, 20 presidiários foram transferidos nesta quinta-feira (11) da 31° Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município para a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da Manaus.

De acordo com o delegado titular da 31° DIP, Paulo Mavignier, a ação iniciou por volta de 8h desta quinta-feira (11) e encerrou às 12h. A cadeia estava com uma lotação recorde.

“A seleção dos presos para serem transferidos foi por meio dos suspeitos considerados mais perigosos e violentos, o que poderia ocasionar uma rebelião a qualquer momento na delegacia. Cerca de 70% dos que estão presos em Iranduba, é pelo crime de tráfico de drogas, o restante se divide em homicídio e roubo”, afirmou.

O delegado disse também que apesar da transferência dos 20 presos, 40 detentos ainda permanecem na carceragem da delegacia, de forma inadequada.

“A delegacia tem capacidade apenas para 8 presos e já tinham mais de 60, divididos em duas celas, sendo que só cabem 8 na carceragem. O certo era quatro presos em cada cela. Já vínhamos lutando há algumas semanas para conseguir a transferência, pois estava totalmente desapropriado mantê-los ali”, contou o delegado.

Conforme Paulo Mavignier, a transferência foi autorizada nesta quarta-feira (10) pela Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

Dentre os presos transferidos, está um colombiano e dois brasileiros que foram presos na madrugada desta quinta-feira com 300 quilos de skank em uma Kombi na AM-070. Entre eles, também está um homem apontado como autor de um estupro contra uma menina de 12 anos, ocorrido em maio deste ano.

A ação contou com o apoio de 16 policiais civis do DIP de Iranduba e 12 policiais militares da 8° Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), distribuídos em oito viaturas, com escolta e segurança.

“Podemos considerar que foi um sucesso. Agora aliviou mais um pouco e foi tudo dentro do esperado. Não houve nenhuma alteração durante o trajeto e nem quando fomos levá-los para fazer o corpo delito”, finalizou.

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