Domingo, 16 de Junho de 2019
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'Os olhos da Grã-Bretanha estão voltados para ver se a justiça vai ser feita', diz advogada

Advogada da família da inglesa Gillian Metcalf, morta em uma colisão entre lanchas no Rio Negro há dois anos, cobra celeridade no julgamento do caso



1.jpg Filha,viúvo e advogada da família da inglesa morta há dois anos estiveram nesta segunda-feira na Rede Calderado de Comunicação
11/05/2015 às 19:00

A família da inglesa Gillian Metcalf, morta durante a colisão de duas lanchas no Rio Negro, retorna a Manaus nesta semana em busca do julgamento do caso, que perdura há dois anos. Na quarta-feira (13), uma audiência na Justiça está marcada. “A expectativa é de que haja o encerramento do caso, mas isso é pouco provável”, afirma a advogada da família Metcalf, Jenny Kennedy.

Desde o ocorrido, é a segunda vez que a família retorna a Manaus para acompanhar o andamento do processo. Segundo o marido da vítima, Charles Metcalf, a família está tendo muitos gastos com o processo incluindo despesas com intérpretes. Charles  afirma que não entende a demora. Ele veio acompanhado da filha Alice Metcalf, que presenciou o acidente.

Segundo a advogada Jenny Kennedy, o maior objetivo da família que é a Justiça brasileira se preocupe em resolver o problema. Tanto a marinha quanto a polícia fizeram uma reconstituição, e ela espera que a partir de agora, que o juiz do caso prossiga com o julgamento.

“Se estivesse ido para um júri, nós não estaríamos nessa posição. No caso do júri, essa situação poderia ser resolvida em poucos dias. O juiz já tem todo o material em mãos. É surpreendente que o meu cliente tenha que gastar tanto dinheiro para vir ao Brasil resolver esse problema. Isso pode gerar preocupação quanto às pessoas que tem planos de vir pra cá”, conta a advogada.

Quando assumiu o caso, Jenny conta que escreveu pro departamento de Justiça para ser mantida informada de todos os acontecimentos, mas nunca recebeu uma resposta. O consulado britânico tem servido como intermediador do caso. “Os olhos da Grã-Bretanha estão voltados para ver se a justiça vai ser feita”, encerra. 

Entenda o caso

Em 5 de setembro de 2013, a advogada inglesa Gillian Metcalf, o marido Charles e suas duas filhas Natasha e Alice Metcalf, estavam em direção ao hotel de selva Juma Amazon Lodge quando houve a colisão entre as duas lanchas no Rio Negro

Segundo testemunhas, o condutor da outra lancha se aproximou em alta velocidade e bateu na embarcação. Depois da colisão, o condutor não teria prestado socorro às vítimas e se afastou do local. A lancha dos turistas fazia serviços exclusivos para o resort e a empresa prestou toda assistência aos acidentados. O condutor da outra lancha usava habilitação falsificada.


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