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Pacientes diabéticos serão selecionados para testar gel fabricado com gengibre no AM

Pesquisador do Inpa Carlos Cleomir de Souza, junto com o estudante de mestrado Maurício Martins Ladeia estudam o uso do gengibre amargo contra úlceras 11/09/2014 às 12:19
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O mestrando Maurício Ladeia e o pesquisador do Inpa Carlos Cleomir de Souza mostram a planta usada na pesquisa
Jéssica Vasconcelos ---

O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) Carlos Cleomir de Souza, junto com o estudante de mestrado Maurício Martins Ladeia, estão selecionando, a partir de hoje, na Unidade Básica de Saúde (UBS) José Amazonas Lima Palhano, no bairro São José, Zona Leste, 40 pacientes diabéticos para testar um gel fabricado a partir do gengibre amargo.

A intenção, segundo Mauricio, é testar o potencial terapêutico do gengibre em pacientes diabéticos que tenham complicações nos pés. Ainda segundo Maurício, o gengibre amargo possui função antiinflamatória, o que teoricamente irá facilitar a cicatrização das úlceras (feridas) nos pés de diabéticos.

De acordo com Maurício, os pacientes que quiserem utilizar o tratamento alternativo passarão por consulta com um corpo clínico para que, só então, façam os curativos com o gel, produzido a partir do óleo essencial do gengibre amargo. “É preciso deixar claro que os pacientes poderão desistir do tratamento a qualquer momento e não deixarão de consumir os remédios de indicação médica”, disse o estudante.

O estudante ainda explica que podem se inscrever para participar pacientes acima de 18 anos, homens ou mulheres com qualquer tipo de diabetes. Os pacientes submetidos ao tratamento serão acompanhados pela equipe clínica e, por meio de um software que apresenta, em imagens, a diminuição ou não da lesão. “Nós acreditamos que há uma grande chance de eficácia do tratamento, pois o projeto passou pelo comitê de ética do instituto e o resultado foi positivo”, acrescentou Maurício.

Potencial

O orientador da pesquisa, Carlos Cleomir, que há 15 anos pesquisa o potencial do gengibre amargo, explica que já existem comprovações do poder terapêutico da planta e que outros produtos, como gel para acne, apresentaram eficácia no tratamento.

Após os testes, os pesquisadores explicam que o próximo passo será a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) para a comercialização do produto em grande escala. “A pesquisa ainda está sendo realizada e, por isso, é preciso que a população não pense que somente a utilização do gengibre vai resolver os problemas de pacientes com pés diabéticos”, disse Carlos Cleomir.

Os pacientes diabéticos têm chance duas vezes maior de desenvolver doença coronariana e de sofrer derrames cerebrais, quando comparados aos não diabéticos. Além disso, a chance de amputações nos membros inferiores é 40 vezes maior entre os diabéticos.

Interessados em participar da pesquisa podem entrar em contato pelo telefone (92)3644-9879.

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