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Cotidiano
HUMANIZAÇÃO

Ação leva presentes e palavras de apoio para pacientes na Fundação de Medicina Tropical

Cerca de 100 pacientes receberam brindes natalinos dentro da ação organizada para internados na FMT 21/12/2017 às 16:35
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Internado no FMT, o paciente Wilson Lima (à dir.) sorri após receber um presente do médico Silvio Fragoso / Fotos: Marina Souza/Divulgação Susam
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Deitado em seu leito na enfermaria da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), recuperando-se de uma picada de cobra que lhe atingiu a perna direita, o autônomo Wilson da Silva Lima, 30, foi surpreendido com uma palavra amiga e um presente de Natal de funcionários da unidade de saúde. Ele foi um dos cerca de 100 pacientes que receberam brindes natalinos dentro da ação organizada na manhã desta quinta-feira (21) para internados na FMT em comemoração ao Natal.

Os brindes foram obtidos junto à Receita Federal, e são fruto de apreensões feitas pela autarquia no Estado e que não são leiloáveis. Na semana passada, os funcionários da instituição de saúde foram presenteados. Hoje, parte deles percorreu as enfermarias conversando e entregando brindes aos pacientes.

Wilson de Lima, que havia foi picado por cobra no município de Iranduba ao percorrer um matagal num sítio, recebeu seu brinde, uma mochila, das mãos do infectologista Silvio Fragoso. A vítima foi encaminhada para Manaus e teve uma surpresa dessa vez positiva. “Não esperava por esse presente. Gostei, foi muito bacana e mais ações como essas deveriam ser feitas mais vezes. Seria uma maravilha”, contou ele, que foi medicado, mas ainda não teve alta.

O paciente Ednilton Vieira da Silva, 42, também recebeu uma palavra amiga e uma mochila das mãos dos funcionários da Fundação de Medicina Tropical. Ele, que é soropositivo, recupera-se de um AVC sofrido há 10 dias. Restabelecendo-se e bem humorado, ele disse que a lembrança da FMT foi muito importante.

“É sempre bom receber presentes porque Natal representa o nascimento de Jesus. Só o fato de amanhecer o dia e ver que estamos vivos já é um presente de Deus. E nada melhor do que com um presente a mais, que nos modifica. Após recebermos os presentes e a visita, depois que vocês saíram, a dor de cabeça ou outras dores passaram. Esse entretenimento fez nossas dores passarem. Foi legal a confraternização”, comentou ele, apontando para a mochila que recebeu. E por falar em receber, ele espera ter alta a qualquer momento. “Só estou esperando a alta e, em nome de Jesus, vou passar o Natal em casa”, disse o morador de Novo Israel, na Zona Norte.

Melhoria clínica

“Essa  ação é um acolhimento aos pacientes num momento em que todos estão festejando e com suas famílias. Algumas pessoas infelizmente adoeceram e podem passar esse momento num hospital, doentes, com algum sofrimento. Dessa forma, além da medicação, damos carinho e acolhimento para tentar melhorar ao máximo a auto estima desses pacientes e contribuir até para a melhora clínica”, disse o doutor Silvio Fragoso. 

O infectologista comentou que iniciativas como essa são estímulo a mais para o paciente a se restabelecer. “Isso ajuda na recuperação da doença física realmente. O lado psicológico tem que ser tratado e acompanhado nesse momento”, ressaltou o especialista.

A médica Ana Guerra, uma das organizadoras da ação, ressaltou a importância desse tipo de atividade para os pacientes. “O Natal é uma data que todas as pessoas gostariam de passar em casa com as suas famílias. Nosso papel como profissionais de saúde é fazer com que os pacientes sintam-se acolhidos e tranquilos no período de internação”, destacou.

Blog: Marcus Guerra, diretor da Fundação de Medicina Tropical (FMT-AM)

“Essa é uma oportunidade que conseguimos junto à Receita Federal, que nos doou os brindes. Não houve custo nenhum para a fundação. Demos sombrinhas, mochilas, brinquedos infláveis para as crianças, e tivemos uma boa receptividade. Todos os setores receberam presentes. Fizemos isso com os funcionários na semana passada falando que não era um brinde para ficar rico, mas uma brincadeira para que todos consigam se encontrar. Apesar de termos quase 700 funcionários, por questão de trabalho você nem sempre vê as pessoas mesmo estando no mesmo turno. Isso tudo que fizemos também é um resgate à data e dentro de um processo de humanização. As pessoas até acharam que era coisa de político. Costumo falar que o que vale aqui na fundação, como força, é a força do argumento, e não o argumento da força. Aqui trabalhamos com nosso cliente que é o público. A mensagem que eu deixo aos pacientes é que tenham esperança, que estamos fazendo tudo que se pode fazer em prol deles”.

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