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Pagamento com cheque volta a ser vantajoso para consumidores

Principal vantagem da ordem de pagamento são as taxas, bem menores que as aplicadas pelas operadoras de cartões 19/05/2015 às 20:15
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Uso de cheques vem reconquistando espaço no comércio varejista devido à segurança e baixas taxas de utilização
Saadya Jezine ---

Diante do cenário econômico desafiador que o País enfrenta, a utilização de cheques, que sofria uma queda significativa há mais de uma década, volta a ser uma boa opção de pagamento para muitos consumidores. O grande diferencial está nas taxas, mais baixas que outras formas de pagamento disponíveis no mercado. Enquanto que no cartão de crédito, as taxas ficam entre 3% e 6%, no cheque, varia de 1,5% a 2%.

No Amazonas, a inadimplência é outro fator importante. Segundo a Pesquisa Nacional sobre Liquidação de Cheques elaborada pela TeleCheque, a inadimplência nacional atingiu 3%, sendo que a região Norte tem a inadimplência mais alta do País (3,47%). Para a Câmara de Dirigentes Lojistas em Manaus (CDL), o índice nacional é de 5,9%, enquanto que no Amazonas, é de 3,5%.

Os valores são distintos porque as pesquisas da Telecheque e da CDL utilizam métodos diferentes, principalmente o monitoramento das áreas pesquisadas. Para a CDL, é considerado inadimplência quando o banco identifica o cheque na linha 12 e o cliente não paga a dívida nem troca, gerando então, após 15 dias, o status de “negativado”.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em Manaus são 150 mil cheques transitando na cidade. “O número vem diminuindo porque, no passado, 100% das empresas faziam pagamento por este meio. No entanto, esses serviços agora, estão podendo ser realizados online”, afirma o presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag. Mesmo assim, ainda há clientes que preferem cheque e o reconhecem como a forma mais segura de movimentar suas finanças.

A consequente queda na utilização de talões nesses anos, foi ocasionada por diversos fatores, dentre eles, os trâmites burocráticos mais detalhados para a utilização de cheques, que são diferentes para os que usam cartões de crédito, por exemplo. “Quando o consumidor pensa em preencher o cheque, direcionar-se à agência, ele acaba desistindo e escolhendo a maneira mais prática para colocar em dia seus compromissos financeiros”, destaca Ralph Assayag.

Segurança

A segurança é uma justificativa usada pelos que utilizam cheques e não pretendem mudar a prática. O empresário Thiago Viana (26) é um deles. “Qualquer pagamento que eu tenha que fazer a fornecedor ou a um prestador de serviço eu pago em cheque e ele que tem que ir ao banco sacar. Assim, eu me isento da responsabilidade e do risco de carregar esse dinheiro”, destaca o empresário.

Além dos empreendedores, as pessoas físicas também estão utilizando talões com mais freqüência.

Pessoa física se rende à alternativa

O uso de cheques vem crescendo entre pessoas físicas, que buscam alternativas para economizar nas compras. Outra vantagem - no casos dos pré-datados - é fazer compras contando com um dinheiro que ainda vai chegar. “Eu utilizo para fazer compras com valores altos. Dessa maneira, não pago taxas abusivas e não ultrapasso o limite do meu cartão de crédito”, afirma o servidor público Leonardo Gonzaga.

 O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag,  destaca que a utilização do cheque nesse momento econômico que o País enfrenta pode significar um diferencial na concorrência. “No momento de crise, a pessoa precisa fazer algo mais. A utilização dos cheques poderá ser esse diferencial”, destaca.

Origens

Os cheques surgiram no século XIV, com o auge do comércio que mobilizou na Europa bens e valores em uma escala nunca antes imaginada. Eram documentos que podiam ser escritos pelo depositante com o valor desejado, sempre que estivesse coberto pelos seus depósitos.


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