Domingo, 26 de Janeiro de 2020
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Pagamento com cheque volta a ser vantajoso para consumidores

Principal vantagem da ordem de pagamento são as taxas, bem menores que as aplicadas pelas operadoras de cartões



1.jpg Uso de cheques vem reconquistando espaço no comércio varejista devido à segurança e baixas taxas de utilização
19/05/2015 às 20:15

Diante do cenário econômico desafiador que o País enfrenta, a utilização de cheques, que sofria uma queda significativa há mais de uma década, volta a ser uma boa opção de pagamento para muitos consumidores. O grande diferencial está nas taxas, mais baixas que outras formas de pagamento disponíveis no mercado. Enquanto que no cartão de crédito, as taxas ficam entre 3% e 6%, no cheque, varia de 1,5% a 2%.

No Amazonas, a inadimplência é outro fator importante. Segundo a Pesquisa Nacional sobre Liquidação de Cheques elaborada pela TeleCheque, a inadimplência nacional atingiu 3%, sendo que a região Norte tem a inadimplência mais alta do País (3,47%). Para a Câmara de Dirigentes Lojistas em Manaus (CDL), o índice nacional é de 5,9%, enquanto que no Amazonas, é de 3,5%.



Os valores são distintos porque as pesquisas da Telecheque e da CDL utilizam métodos diferentes, principalmente o monitoramento das áreas pesquisadas. Para a CDL, é considerado inadimplência quando o banco identifica o cheque na linha 12 e o cliente não paga a dívida nem troca, gerando então, após 15 dias, o status de “negativado”.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em Manaus são 150 mil cheques transitando na cidade. “O número vem diminuindo porque, no passado, 100% das empresas faziam pagamento por este meio. No entanto, esses serviços agora, estão podendo ser realizados online”, afirma o presidente da CDL Manaus, Ralph Assayag. Mesmo assim, ainda há clientes que preferem cheque e o reconhecem como a forma mais segura de movimentar suas finanças.

A consequente queda na utilização de talões nesses anos, foi ocasionada por diversos fatores, dentre eles, os trâmites burocráticos mais detalhados para a utilização de cheques, que são diferentes para os que usam cartões de crédito, por exemplo. “Quando o consumidor pensa em preencher o cheque, direcionar-se à agência, ele acaba desistindo e escolhendo a maneira mais prática para colocar em dia seus compromissos financeiros”, destaca Ralph Assayag.

Segurança

A segurança é uma justificativa usada pelos que utilizam cheques e não pretendem mudar a prática. O empresário Thiago Viana (26) é um deles. “Qualquer pagamento que eu tenha que fazer a fornecedor ou a um prestador de serviço eu pago em cheque e ele que tem que ir ao banco sacar. Assim, eu me isento da responsabilidade e do risco de carregar esse dinheiro”, destaca o empresário.

Além dos empreendedores, as pessoas físicas também estão utilizando talões com mais freqüência.

Pessoa física se rende à alternativa

O uso de cheques vem crescendo entre pessoas físicas, que buscam alternativas para economizar nas compras. Outra vantagem - no casos dos pré-datados - é fazer compras contando com um dinheiro que ainda vai chegar. “Eu utilizo para fazer compras com valores altos. Dessa maneira, não pago taxas abusivas e não ultrapasso o limite do meu cartão de crédito”, afirma o servidor público Leonardo Gonzaga.

 O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus), Ralph Assayag,  destaca que a utilização do cheque nesse momento econômico que o País enfrenta pode significar um diferencial na concorrência. “No momento de crise, a pessoa precisa fazer algo mais. A utilização dos cheques poderá ser esse diferencial”, destaca.

Origens

Os cheques surgiram no século XIV, com o auge do comércio que mobilizou na Europa bens e valores em uma escala nunca antes imaginada. Eram documentos que podiam ser escritos pelo depositante com o valor desejado, sempre que estivesse coberto pelos seus depósitos.



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