Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019
Pais e Filhos

História de filhos que se inspiraram na trajetória dos pais e seguiram a carreira deles

Neste Dia do Pais o +DINHEIRO conta a história de filhos que decidiram seguir a carreira dos pais, tendo eles como fonte de referência e orgulho profissional.



m_dico.JPG Os oftalmologistas Arnoldo e Thiago Russo: pai e filho que trabalham juntos (Foto: Winnetou Almeida)
14/08/2016 às 00:28

A escolha de uma profissão é um momento decisivo na vida de qualquer pessoa. A orientação familiar conta muito nesta fase. Mas tudo fica mais fácil quando os ingredientes desta relação envolvem admiração, referência e exemplo que marcam a relação de pai para filhos. 

Eles aprendem com os mais velhos a dedicação e o carinho do trabalho. Já os pais depois de passarem o pouco que sabem ao filho, aprendem junto com eles novas habilidades de suas profissões. É assim que vivem filhos que exercem a mesma função dos pais, sejam eles  advogados, médicos e fotógrafos em Manaus.



Arnaldo Russo, oftalmologista do Centro de Diagnóstico Oftalmológico da Amazônia – CEDOA é pai de dois filhos: Thiago e Roberto Russo. O oftalmologista Thiago Russo, 35, diz que o profissionalismo do pai, a maneira como ele atua no trabalho fez com  que ele se apaixonasse pela a área. Desde criança o pai proporcionou essa paixão no filho. E que no período colegial a curiosidade pela a área foi despertada. “Meu pai nunca me forçou a exercer a profissão de médico e sim, me incentivou e demonstrou sempre competência, integridade e sendo um médico de muito reconhecimento”, conta.

Arnoldo afirma que nunca obrigou os filhos a cursarem Medicina, mas afirma que construiu um grande negócio que eles trabalhassem com ele. “Nunca forcei meu filhos a fazer o curso de Medicina, tanto que meu filho Roberto fez administração e eu respeitei o gosto dele. Mas os dois trabalham comigo, e isso é muito gratificante, o Roberto trabalha na parte administrativa da Clínica, mas o chefe sou eu”, declara.

Já o advogado Italo Mendes, o pai foi um dos maiores fatores por ele ter formado em Direito. “Eu via meu pai chegar todos os dias em casa numa viatura e a paixão e admiração iam acontecendo, meu pai é o meu maior espelho”.

 Italo é o único filho que decidiu seguir a mesma carreira do pai, o outro irmão é da área da informática e sentia convicto desde a adolescência a profissão que queria.

“Nunca mudei de ideia da profissão que queria, desde o ensino médio estava determinado na carreira que pretendia seguir. E eles sabiam que eu combinava com a profissão, falavam que eu era comunicativo, sabia me expressar e dominar a oralidade”, conta.
 
Mendes menciona as qualidades do pai como profissional que ele gostaria de ter. “A maior virtude do meu pai é o senso de justiça e humildade, ele nunca gostou de nenhum desvio de conduta e sempre foi firme nas suas atitudes. É  isso que me inspira e que eu almejo ser como profissional”, enfatiza o advogado.

 O pai de Ítalo, o delegado, Francisco Sobrinho, diz que já esperava que ele fosse fazer o curso de Direito e que sempre demonstrou características essenciais que exigem a profissão. 

“O Italo sempre teve facilidade de lidar com as pessoas, é uma pessoa eloquente e sempre demonstrou que vai ser um excelente advogado. Busquei sempre passar para ele os valores como a ética, a disciplina, a moral e a justiça”, conta Sobrinho.

 

 Paixão pela fotografia de herança  

Um das expectativas mais comuns nas famílias é que os filhos tornem-se orgulho para os pais. O exemplo paterno vem de berço e acaba sendo utilizado para motivar os filhos na busca por seus sonhos e objetivos.
 
Para o fotógrafo Ricardo Lopes, o pai o incentivava a seguir na mesma carreira que a dele desde criança, e com 12 anos ele fez o seu primeiro trabalho profissional. E todas as técnicas adquiridas foram através do pai.

“Meu pai nunca nos obrigou a seguirmos a mesma carreira que a dele, mas  sempre nos convidava a fazer parte do   mesmo trabalho. Somos quatro irmãos e todos nós resolvemos seguir o  mesmo ofício que o do nosso pai e fomos incentivados pelo compromisso, seriedade, alegria, bom-humor, respeito e o bom tratamento com os clientes que ele tem”, diz.

José Roberto Lopes, fotógrafo e pai de Ricardo e de mais três filhos como Viviane, Paulo e o Jean, conta que desde que os filhos eram crianças os incentivava a trabalhar junto com ele. “Meus filhos sempre foram curiosos para saber como funcionava a câmera, sempre foram muito instintivos”, destaca.

Ricardo começou a carreira profissional com o pai trocando os filmes da máquina e os outros irmãos tinham as funções divididas. Uns filmavam e os outros tiravam fotos. “Eu levava todos eles para trabalhar comigo, pois  eu confio no trabalho dos meus  filhos, caso eles não possam ir a um determinado serviço, eu não fecho o contrato”.

Hoje, José Roberto tem um estúdio, o filho mais novo também, o Ricardo tira fotos e organiza eventos e outros também trabalham com o pai fotografando e filmando e o  pai José sempre preza juntos com os filhos valores imutáveis. “Quando eu falo dos meus filhos eu sinto muito orgulho e preservo com eles a honestidade e responsabilidade com os clientes e a qualidade do produto”, enfatiza.


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