Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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GOVERNO

País caminha para normalidade com fim da greve dos caminhoneiros, diz governo

Foram 11 dias de bloqueios e manifestações por rodovias de todo o país. Caminhoneiros exigiam redução nos preços dos combustíveis, principalmente o diesel


31/05/2018 às 16:55

Após 11 dias de bloqueios e manifestações de caminhoneiros por rodovias de todo país, o governo anunciou nesta quinta-feira (31) que o Brasil está retornando à normalidade com o fim da paralisação da categoria, que teve suas principais demandas atendidas por meio de um pacote com impacto bilionário.

O Porto de Santos, o maior da América Latina, voltou a ter movimentação de cargas nesta manhã por meio de uma operação coordenada pelo Exército, após vários dias seguidos de bloqueios, e cerca de 70% do abastecimento de combustível do país já tinha voltado ao normal, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com balanço da Polícia Rodoviária Federal, por volta do meio-dia desta quinta-feira pela primeira vez não havia registro de pontos de aglomeração de pessoas e veículos, ou qualquer outra anormalidade no fluxo normal de veículo, em estradas do país, desde o início da paralisação dos caminhoneiros, em 21 de maio.

“Brasil está rodando e voando normalmente”, afirmou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, a jornalistas, após reunião no Palácio do Planalto do grupo instaurado pelo governo para acompanhar a situação do desabastecimento provocado pela paralisação.

“Hoje de manhã operações importantes foram levadas a efeito, trazendo as últimas boas notícias. Nós terminamos o dia ontem e iniciamos hoje com o país voltando à normalidade”, acrescentou. O ministro reconheceu que o cenário ainda é de “filas em alguns lugares”, mas considerou que não houve “interrupção dramática” nos abastecimento de gêneros de primeira necessidade.

O movimento dos caminhoneiros, que no auge das paralisações chegou a realizar mais de 1.000 bloqueios em estradas de todos os Estados e no Distrito Federal, provocou um desabastecimento generalizado e afetou diversos setores da economia. Voos foram cancelados, filas gigantescas se formaram em postos de gasolina e muitas empresas chegaram a interromper a produção.

A greve começou a perder força na segunda-feira, depois que um segundo acordo proposto pelo governo, desta vez atendendo à maior parte das demandas dos caminhoneiros após uma recusa inicial da categoria a uma proposta anterior, e finalmente representantes do movimento recomendaram o fim da paralisação.

Os caminhoneiros em greve vinham mantendo resistência em encerrar o movimento mesmo após o governo acionar o uso das Forças Armadas para desbloquear rodovias e ameaçar impor multas a quem se recusasse a desobstruir as vias.

A principal concessão feita pelo governo foi a redução do preço do litro do óleo diesel em R$ 0,46 até o fim do ano por meio de redução de impostos e por uma subvenção de R$ 9,5 bilhões da União, que irá ressarcir a Petrobras (PETR4.SA) por perdas com o diesel.

Para tapar o buraco, o governo anunciou uma série de medidas, como reduções de benefícios tributários para exportadores, empresas de refrigerantes e petroquímicas, além de cortes de gastos públicos em áreas como saúde e educação.

Na avaliação do governo, a paralisação dos caminhoneiros teria chegado ao fim antes não fosse por um locaute promovido por empresas distribuidoras de combustíveis e transportadoras que se aproveitaram do movimento para realizar um locaute, quando empresários impedem funcionários de trabalhar, para aumentar seus ganhos.

Nesta quinta-feira (31) a Polícia Federal prendeu um empresário acusado de locaute no Rio Grande do Sul, na primeira operação resultante de investigações realizadas durante a paralisação.

Segundo o ministro Etchegoyen, não houve nenhum ato de violência por parte do governo no emprego da força contra aqueles que sabotaram o final da greve dos caminhoneiros. O ministro lamentou a morte de um caminhoneiro com uma pedrada lançada por um manifestante em Rondônia.

Ao participar de uma reunião com líderes evangélicos nesta quinta, o presidente Michel Temer ressaltou que não houve confrontos entre as forças de segurança e os grevistas, e ressaltou a importância do diálogo para solucionar a crise.

Temer disse que se sentia “iluminado por Deus” por participar de evento com religiosos no mesmo dia que o país começava a retornar à normalidade. “Acho que fui chamado no dia de hoje iluminado por Deus... para comemorar a pacificação do país, acho que foi isso que nós fizemos”, afirmou.

Petroleiros

Além do fim da paralisação dos caminhoneiros, também foi anunciada nesta quinta-feira a suspensão da greve de 72 horas convocadas por petroleiros contra o que afirmam ser um processo de privatização da Petrobras (PETR4.SA), assim como contra a política de preços adotada pela estatal.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) recomendou aos sindicatos da categoria o fim da greve depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) declarou a greve ilegal e estabeleceu multas de 2 milhões de reais por dia de paralisação.

De acordo com os sindicatos, 21 plataformas da Petrobras na Bacia de Campos — responsável por cerca de metade da produção de petróleo do Brasil— tinham aderido à greve, que também atingiu refinarias e terminais.

Em comunicado após o anúncio da FUP, a estatal confirmou que a greve de petroleiros acabou e que todas suas unidades estão operando, acrescentando que não houve impacto sobre a produção e nem risco de desabastecimento.

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