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Cotidiano
Tratamento

Pais de criança diagnosticada com doença rara reivindicam transferência para Curitiba

Yan Mafra, 08, recebe tratamento da doença no Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), mas a família deseja transferí-lo para o Hospital Pequeno Príncipe -PR, local onde foi diagnosticado o 1º caso da doença no Brasil 26/09/2016 às 19:19 - Atualizado em 08/10/2016 às 11:35
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Yan foi diagnosticado com Encefalite Anti NMDA por receptor há cinco meses. (Foto: Acervo pessoal)
Mayrlla Motta Manaus

Diagnosticado há cinco meses com Encefalite Anti NMDA por receptor, doença caracterizada por alterações neurológicas e psiquiátricas, o pequeno Yan Mafra, 08, está recebendo tratamento no Instituto da Criança do Amazonas (Icam), localizado na Rua Codajás, s/n, bairro Cachoeirinha, Zona Sul.

De acordo com os pais da criança, o microempresário Cristiano Silva, 43, e a professora Elizângela Mafra, 35, apesar disso, Yan precisa ser transferido para outro Estado. “Queremos que o nosso filho receba o melhor tratamento do País. Ele precisa dar continuidade aos procedimentos com uma equipe multiprofissional e neurologia especializada. No Amazonas não é o ideal para ele”, disse a mãe.

Segundo o pai, foi dada entrada em 29 de agosto, o processo de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), na Secretaria de Estado de Saúde (Susam), com solicitação de tratamento em Curitiba (PR), no Hospital Infantil Waldemar Monastier (Hospital Pequeno Príncipe), local onde foi diagnosticado o primeiro caso de Encefalite no Brasil, em 2011. E é justamente pela referência que os pais desejam a transferência de Yan.

Em nota, a Susam informa que a criança está recebendo o tratamento adequado no Icam e que "cumpriu com todas as exigências no que diz respeito ao trâmite para justificar uma transferência entre unidades de saúde. Por meio de ofício, a secretaria solicitou o leito, a equipe para tratar do paciente e enviou toda a documentação necessária para análise do caso", explicou.

No entanto, o Hospital Monastier, que possui convênio com o Hospital Pequeno Príncipe, indeferiu o pedido. Em resposta à solicitação, o local alega que a criança apresenta quadro “estável clinicamente com melhora dos sinais clínicos de encefalite [...] Portanto, a transferência do paciente não agregaria diferencial para a evolução do caso”, explicou em ofício a instituição.

De acordo com a Susam, o Ministério da Saúde estabelece que "o paciente só tenha a transferência médica autorizada, quando a unidade de saúde solicitada informar que irá recebê-lo, mencionando o leito onde o paciente será internado. Sem essa garantia, a transferência não pode ser realizada", informa.

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