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Pais de pacientes pedem ajuda para criação de casa de apoio para crianças com câncer

Iniciativa busca voluntários para construir abrigo voltado a pacientes no Norte em tratamento no Sudeste 17/10/2015 às 14:07
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Rodrigo e a mãe dele, Célia, precisaram se mudar para São Paulo, onde ele se submeteu a tratamento para um câncer. A família gastou em média R$ 5 mil por mês
Kelly Melo Manaus (AM)

O pequeno Rodrigo Monteiro Azevedo, 9, sofre com um tipo raro de câncer, que se instalou no crânio e na coluna dele. A doença foi descoberta há cinco anos e, com o tempo, fez com ele perdesse os movimentos do corpo. De acordo com a família do menino, na época não havia especialistas que pudessem acompanhar de perto o caso de Rodrigo e, por isso, toda a família precisou se mudar para São Paulo, em busca de um hospital referência para acompanhar o caso.

A mãe do garoto, Célia Praia, 38, conta que foram 15 meses na capital paulista e relembra as dificuldades que eles enfrentaram para que o filho tivesse o melhor tratamento.

“A gente teve que alugar um apartamento porque não tínhamos onde ficar e o custo de vida lá é muito caro. Por sorte, conseguimos ficar ao lado do hospital, mas muitas crianças, muitas delas amazonenses, ficam em casas de apoio muito distantes do hospital”, afirmou a dona de casa, que mesmo recebendo suporte do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), afirma que os gastos deles chegaram a ser de em torno R$ 5 mil por mês.

Para Célia, uma casa de apoio com a “cara” da Amazônia e que possa atender os pacientes do Norte seria uma avanço, além de oferecer mais qualidade de vida aos pacientes. “Seria ótimo um local como esse, principalmente se essa casa fosse perto do hospital. Muitos pacientes são do Amazonas e as crianças sofrem com a doença, com o deslocamento e com a acomodação”, ressaltou ela.

Boto Rosa

Pensando nisso, um grupo de empresários que atuam em Manaus está planejando a construção da casa de abrigo Boto Rosa, projeto que vai atender pacientes do Norte que vão fazer tratamento no Sudeste do País, a partir de 2016. A proposta é tentar oferecer o máximo de conforto e atenção psicossocial aos pequenos pacientes, sem deixar de lado as características da região amazônica.

O projeto está em fase de captação de voluntários. Um desses “padrinhos” é o empresário do ramo de transportes Messias Leite. Ele conta que a iniciativa surgiu da necessidade de haver um espaço na capital paulista para atender o grande número de pacientes que saem dos estados do Norte para fazer o tratamento contra o câncer no sudeste.

“Tivemos um caso de uma menina que, ao chegar em uma casa de apoio, não dormiu por dois dias. A mãe, aflita, a levou de volta ao hospital e constataram que ela nunca havia dormido em cama. Após a colocarem em uma rede, a criança conseguiu dormir”, afirmou. 

Saiba mais Lar baré em SP

Batizada de Casa Abrigo Boto Rosa, o local vai oferecer culinária típica da região, além do apoio psicossocial aos pacientes e acompanhantes. Por ser um acompanhamento demorado, muitas famílias precisam ficar até um ano em São Paulo, para que a criança ou o adolescente possa concluir todo o tratamento.

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