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País entra em alerta contra febre Zika, doença transmitida também pelo mosquito Aedes aegypti

De sintomas semelhantes aos da dengue e chikungunya, novo vírus causador da febre Zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti 28/05/2015 às 10:42
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Segundo especialistas, a febre Zika é transmitida pelo mesmo vetor da dengue e chikungunya
ACRITICA.COM ---

Após um longo período de preocupação com o número crescente de casos de dengue no Brasil, o País agora entra em estado de alerta contra um novo problema, a febre Zika. A doença é uma variação mais branda da dengue e apresenta sintomas bastante semelhantes ao da febre chikungunya.

Assim como a dengue e a febre chikungunya, a febre Zika, é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Todo o processo de disseminação da doença acontece da mesma forma: o mosquito pica alguém infectado, é contaminado pelo vírus após alguns dias e transmite a doença na picada seguinte.

A pessoa infectada pode levar de 3 a 12 dias para manifestar a doença, é o chamado período de incubação. Após esse período começam a aparecer sintomas, como explica o infectologista do Hapvida Saúde, Alfredo Pasalaqua.

“Os sintomas são febre por volta dos 38 graus, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, diarreia, náuseas, mal-estar. A erupção cutânea (exantema) acompanhada de coceira intensa pode tomar o rosto, o tronco e os membros e atingir a palma das mãos e a planta dos pés. Fotofobia (sensibilidade à luz) e conjuntivite são outros sinais da infecção pelo Zika vírus”.

Outros sintomas que raramente aparecem em um quadro de febre Zika são: perda de apetite, dor abdominal, afta e tontura. Ao contrário da dengue, a febre Zika não causa hemorragia e é uma doença de fácil tratamento.

Diagnóstico

A doença pode ser diagnosticada no organismo através de exames de sangue, como a sorologia, ou o PCR, que procura no sangue do paciente material genético do vírus. Este segundo é mais seguro, porém é realizado na maioria das vezes somente na rede privada de saúde.

E, por se tratar de uma infecção benigna e sem grandes riscos, o tratamento é baseado apenas no uso de paracetamol para o controle da febre e da dor. Mas, o infectologista alerta: “É prudente evitar drogas como anti-inflamatórios não hormonais (diclofenaco, AAS.), pois existem relatos de hemorragias que podem se agravar com essas drogas. Na dúvida o tratamento do Zika deve ser semelhante ao da dengue, visto que são doenças parecidas”.

Não há um medicamento específico ou vacina para prevenir o Zika, o melhor meio de se evitar ainda é o combate a proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Casos no Brasil

Recentemente o vírus causador da febre Zika foi descoberto nos Estados da Bahia e Rio Grande do Norte, onde já foram confirmados 16 casos da doença e outros 1200 estão sendo investigados.

Turismo

O Ministério da Saúde acredita que o vírus pode ter instalado no País em meados de 2014, durante os jogos da Copa do Mundo de futebol, quando o País recebeu um grande número de turistas.

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