Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2021
Saúde das crianças

Pais precisam ficar atentos aos sintomas de síndromes respiratórias infantis

As crianças só devem ser levadas aos prontos-socorros quando os sintomas como vômito e febre não param com medicação oral



3gnym15nc8_2td8ykp1g1_file_9BA3DCF0-6260-4ABC-BF49-124066B9F3A7.jpeg Foto: Reprodução / Internet
26/01/2021 às 10:58

Em meio ao atual cenário da saúde no Amazonas, os pais precisam evitar levar crianças com sintomas de síndromes respiratórias aos prontos-socorros. Segundo especialistas, eles só devem buscar uma unidade de saúde quando o pequeno apresentar febre alta e persistente, vômitos que não melhoram com medicamento oral e dificuldade respiratória.

O ideal é procurar o médico da criança ou, caso não tenha esse contato direto, fazer um atendimento ambulatorial caso os sintomas persistam. Manaus tem o mais alto índice de infecção por Covid-19 do país. A cada 100 pessoas doentes, 130 serão infectadas, de acordo com os dados apresentados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM).



Nem sempre essas síndromes evoluem para um quadro de muita gravidade, mas requerem cuidados e atenção em relação aos sintomas respiratórios. Dentre eles estão coriza, tosse e obstrução nasal. Outro ponto que precisa de atenção especial é o padrão respiratório da criança. “É preciso observar se ela apresenta esforço ao respirar”, afirmou a pediatra e neonatologista Adeliane Bianchinni.

Ainda segundo a médica, assim como para as outras viroses, não existe nenhum medicamento que previna o surgimento dos sintomas. “A única prevenção neste momento é ficar em casa”.

Além do novo coronavírus, existem pelo menos três tipos de vírus que causam a SRAG: o Influenza, o Vírus Sincicial Respiratório e o Adenovírus. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) já alertou a população em relação ao tema. A própria diretora da FVS-AM, Rosemary Pinto, que faleceu por complicações da Covid-19 na última sexta-feira (22), havia alertado os pais durante a última coletiva que participou.

Assim como com os adultos, os cuidados em relação à prevenção de contaminação das crianças por qualquer tipo de vírus devem ser intensificados ainda mais neste momento, com a higienização constante das mãos e o uso de máscara em crianças a parir dos dois anos de idade. “Eles também estão aprendendo a conviver com essa nova realidade, pois isso precisam ser orientados em relação aos cuidados. Não devem colocar as mãos no rosto e evitar o contato físico com outras pessoas”, destacou Adeliane.

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