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Pais reclamam de falta de medicamento vital para bebês cardiopatas em maternidade

Susam diz que Maternidade Nazira Daou foi reabastecida com o medicamento Alprostadil, responsável por manter vivos bebês com problemas cardiácos congênitos. Pais afirmam que medicamento só vai durar até segunda-feira (16) e que bebês correm risco de morte 14/03/2015 às 20:12
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Maternidade Nazira Daou, na Cidade Nova, zona Norte de Manaus
acritica.com Manaus (AM)

Crianças com cardiopatias graves internadas na Maternidade Nazira Daou, na Cidade Nova, zona Norte de Manaus, que dependem do medicamento Alprostadil correm risco de morte caso a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) não abasteça os estoques até segunda-feira (14).

A denúncia foi feita por dois pais que estão acompanhando seus bebês nascidos na unidade de saúde desde o dia 5 de março.

Os recém-nascidos precisam tomar Alprostadil até a data de cirurgia responsável por corrigir a cardiopatia.

Bastante emocionado e revoltado, o mecânico Geyson Carlos acompanha o segundo filho com 10 dias, que foi diagnosticado com um mal congênito desde a gravidez da esposa.

Desde terça-feira (10), ele foi avisado que o medicamento estava se esgotando e que seu filho poderia ter poucos dias de vida, mas que não havia previsão para que os estoques fossem reabastecidos.

“Estou com uma dor tão grande, raiva, ódio, desespero pela mentira que fizeram com a gente. Quarta feira (11) acabou o remédio pela primeira vez. Hoje (sábado) me disseram que acabou. E agora eles conseguiram de outro hospital, mas falaram que vai durar até segunda. Estou preocupado com o meu filho”, desabafou.

“Meu filho era pra ter operado ontem (sexta), o que não foi por causa da coagulação no sangue. Problema maior é a mentira da Susam”, completou.

Dirceu Rodrigues é pai de uma menina também com 10 dias de vida, que nasceu com uma transposição das grandes artérias. “Como se as artérias fossem invertidas”, disse. “Só soubemos do diagnóstico quando ela nasceu. Eles (bebês) estão na UTI e precisam deste medicamento para manter o canal do coração aberto. Só sei que o medicamento deve estar frequentemente na corrente sanguínea. A cirurgia já deveria ter sido feito, mas foi adiada por causa de uma infecção”, informou.

O pai reclamou da falta de preocupação da Susam por não efetuar a compra de um medicamento vital. “Disseram que foi feito pedido. Mas será que vão deixar acabar o remédio para pedir mais, que é vital para uma pessoa continuar vivendo? Alguém tem que ser responsabilizado”, criticou Dirceu.

Em nota, a Susam informou que a unidade já foi reabastecida pelo medicamento mencionado na reportagem e que nenhuma criança ficou sem a medicação.

Mas os pais disseram que o estoque só deve durar até segunda-feira (16) e que vão aguardar sobre o caso.


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