Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
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Países presentes na COP 21 fecham acordo sobre o clima

Para ajudar no combate às mudanças climáticas nas nações mais pobres e em desenvolvimento será criado um fundo de US$ 100 bilhões



1.jpg A partir de agora, os países são os responsáveis por cumprir suas metas de redução das emissões dos gases de efeito estufa provocado pelas queimadas, poluição atmosférica em geral, notadamente oriundas das indústrias, dos combustíveis fósseis e outros tipos de emissões
12/12/2015 às 11:33

As 195 nações presentes na COP 21 de Paris chegaram a um acordo do clima. A partir de agora, a meta é lutar para que a temperatura não aumente 2 graus centigrados até o final do século. Um fundo de US$ 100 bilhões ao ano vai ajudar os países pobres e em desenvolvimento a combater as mudanças climáticas. A vitória na capital francesa foi da humanidade, que ganha uma oportunidade concreta para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa e salvar o planeta de uma tragédia ambiental.

O  chanceler francês e presidente da COP 21, Laurent Fabius, deu a boa notícia ao mundo em Le Bourget, arredores de Paris, onde aconteceu a Conferência do Clima. Ao seu lado o presidente da França, François Hollande, e o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon. Foram necessárias mais 24 horas, além do dia do enceramento oficial da COP 21 (estava previsto para as 18hs de 11-12), para que as delegações presentes chegassem a um acordo. 



Mas valeu a pena, a diplomacia francesa, capitaneada por Fabius, conseguiu o feito mais importante do século XXI ao conseguir o acordo global do clima, em uma estratégia de habilidade e sensibilidade frente às diferenças econômicas, políticas e ambientais das nações presentes no evento climático.

A partir de agora, os países são os responsáveis por cumprir suas metas de redução das emissões dos gases de efeito estufa provocado pelas queimadas, poluição atmosférica em geral, notadamente oriundas das indústrias, dos combustíveis fósseis e outros tipos de emissões. 
 
O acordo de Paris não é vinculante, ou seja, não há punição por lei daqueles que não cumprirem as metas do clima. Este artifício foi necessário na redação do texto final, segundo fontes da delegação francesa, para permitir que os Estados Unidos da América não ficassem de fora, o que seria inadmissível, já que os EUA são a segunda nação mais poluidora do mundo e uma força econômica necessária para fortalecer o fundo de US$ 100 bilhões, que será a ancora planetária para reverter as mudanças climáticas, a partir de 2020, quando os recursos começam a ser repassados. 
 
Senadores

O Congresso americano não aceita que acordos internacionais sejam mais importantes que as suas leis e todo o acordo precisa passar pelo crivo dos senadores americanos. Hoje, os democratas estão em desvantagem frente aos republicanos americanos que não são favoráveis a acordos vinculantes, como queria o presidente Barack Obama. 
 
Essa concessão, como também a de permitir que China e Índia continuem se beneficiando do fundo de financiamento de combate às mudanças climáticas, sem, obrigatoriamente, terem que contribuir com dinheiro (por serem países em desenvolvimento), o que também aplica-se ao Brasil, foram importantes para se chegar a um acordo no texto final.
 
Pobres

Mas as nações-ilhas do mundo, como do Caribe, Pacífico e outras regiões, também foram beneficiadas, porque consta  no texto que a diminuição da temperatura do planeta, neste século, deve ficar abaixo ou igual a 1,5 graus centígrados. Nesta direção, os países pobres também foram beneficiados. 
 
Tecnologia limpa

O problema é que para se chegar a um aquecimento global em apenas 1,5 graus centígrados neste século, em 2020 seria o pico das emissões, a continuar como ocorre hoje, e em 2050, o mundo teria que zerar as emissões. Algo muito difícil de acontecer, em face ao crescimento das economias asiáticas, por exemplo. Mas as nações presentes na COP 21, mais especificamente as desenvolvidas, acreditam que novas tecnologias devem surgir para reduzir o impacto dos gases do efeito estufa globalmente.


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