Terça-feira, 09 de Março de 2021
Determinação

Paixão pelas plantas vira sustento

Dona Deuza trocou o ramo de estética e beleza para se dedicar à floricultura. E agora ela colhe o fruto desse empreendimento



Sem_t_tulo_3199E260-E0D9-437E-A7AB-07EE872BF90B.jpg Foto: Junio Matos
02/01/2021 às 09:42

A crise causada pela pandemia do novo coronavírus mudou a rotina das pessoas por completo. Shoppings, praias, estabelecimentos comerciais e de serviços, tidos como não essenciais, tiveram que fechar para que o sistema de saúde não entrasse em colaspo. Entretanto, a pandemia do Covid-19 foi o empurrão que faltava para a cabeleireira de 52 anos, Deuza Pacheco  mudar totalmente de área e ingressar no ramo da floricultura com a ajuda dos filhos Jonas e Andreza Pacheco

Segundo o estudante de licenciatura em Química e filho mais novo, Jonas Pacheco, a mãe já não estava mais satisfeita em trabalhar com salão de beleza. E por conta disso, tiveram a ideia de incentivá-la a começar a vender plantas pelo bairro, visto o grande interesse que a família tinha por jardinagem.



"A ideia da floricultura surgiu por vários motivos. Um deles foi porque já tinhamos muitas plantas aqui em casa. Minha mãe começou a fazer trocas com algumas amigas, depois começou a expor no salão de beleza onde ela trabalhava e realizou até algumas vendas no ano passado (2019), nada muito significativo. Só que ela já não estava mais feliz trabalhando nessa área”, contou.

Vendas on-line

Jonas Pacheco relembra que apesar da pandemia ter impedido o funcionamento de diversas atividades econômicas no Amazonas, a floricultura continuou realizando vendas por meio da internet - fator que impulsionou os negócios da microempresa.

"Logo no início da pandemia em Manaus nós paramos as atividades. Só ficamos vendendo pela internet. Desde quando a gente começou já tínhamos alguns clientes que compravam pelas nossas redes sociais. Mas com a pandemia, começamos a atender pessoas que compravam em grande volume e isso ficou bem melhor”.

O amazonense acrescenta ainda que a floricultura Deuza das Plantas - nome dado em homenagem à mãe - conquistou clientes até no interior do Amazonas.

"Conquistamos até clientes de fora de Manaus. Já fomos muitas vezes entregar plantas em barcos. É interessante essa experiência, já fomos diversas vezes para Manaus Moderna, com uma caixa enorme de plantas. Já fomos entregar no barco, duas palmeiras de mais ou menos 1,5 m para uma cliente em Codajás. A pandemia ajudou bastante a nos incentivar com o comércio eletrônico e digital. Atingimos um maior público, chegamos em mais pessoas. O nosso serviço tem qualidade, sempre temos o maior zelo possível pra entregar nosso produto. Inclusive, os nossos maiores clientes que conseguimos chegaram de indicação por outras pessoas", acrescentou o jovem.

Crescimento

Nos nove primeiros meses de 2020, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no país cresceu 14,8%, na comparação com o mesmo período do ano anterior,  chegando a 10,9 milhões de registros.

Foram 1,15 milhão de novas formalizações entre o fim de fevereiro, pouco antes do início da pandemia, até o fim de setembro, segundo dados do Portal do Empreendedor, do governo federal. Um destes é o próprio Jonas Pacheco que além de finalista do curso de Química, já um Microempreendedor Individual.

“Me tornei microempreendedor para ajudar nas vendas da floricultura da minha mãe. Mas exercendo essa atividade percebi que é possível relacionar meus estudos com o a jardinagem. Por exemplo, já orientei muitos clientes em como cuidar das plantas, quais produtos utilizar para a manutenção dos vasos, quais fertilizantes são apropriados. Coisas que aprendi durante os estudos da faculdade”, ressaltou Jonas


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