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Papa Francisco chega nesta segunda-feira ao Brasil

Será a primeira experiência do papa em uma Jornada Mundial da Juventude. Nem como cardial ou bispo tinha participado deste encontro 22/07/2013 às 12:07
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Papa: ‘Peço que vocês rezem, que me acompanhem espiritualmente na viagem que farei amanhã (segunda-feira)’
acritica.com ---

Menos de 24 horas antes de embarcar para o Brasil, o Papa Francisco, da janela do Palácio Apostólico, rezou o seu último Ângelus antes da longa viagem. Citando São Lucas e São Bento, pediu aos católicos orações e esforços concretos para os que necessitam.

O papa saudou com afeto todos os peregrinos. Uma grande faixa foi erguida na praça e Francisco respondeu: “Vejo lá embaixo votos de boa viagem. Obrigado”. “Peço que vocês rezem, que me acompanhem espiritualmente na viagem que farei amanhã (segunda-feira). Como vocês sabem irei ao Rio de Janeiro para a 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

Haverá tantos jovens de todas as partes do mundo. Penso que essa jornada pode ser chamada de a semana mundial da juventude. Será a sua primeira experiência em uma Jornada. Nem como cardeal ou bispo, Jorge Bergoglio tinha participado deste encontro.

Jovens peregrinos que estarão na JMJ vão à praia pregar com banhistas

Não se sabe se ele vai regatar o aspecto festivo do evento, como fazia João Paulo II, que até dançou com os jovens. Ou se vai continuar a linha de Bento XVI, mais sóbria e critica das jornadas que se expressavam como um festival de rock e o papa como uma pop star.

Certamente não deve abandonar o estilo que escolheu como papa: Franciscano. Desde que assumiu o comando, com a cruz de metal, os sapatos velhos e pretos e a batina sem a mantilha vermelha, que os gestos humildes de Francisco vêm sendo interpretados como anúncio de mudanças profundas.

O papa que rejeitou os 300 metros quadrados do apartamento papal, que preferiu o anel de prata com banho dourado no lugar do ouro e que aboliu o carro de luxo. Usou cada um desses símbolos para propor uma nova mentalidade.

Francisco começou a sua ação política nomeando uma comissão de oito cardeais para estudar a reforma da Cúria. Um gesto inédito, de divisão de poder, que muda a face monárquica do papado. Criou também uma comissão para fiscalizar o Banco do Vaticano. E nos últimos dias, outra para as instituições que administram os imóveis da Santa Sé. Mudou o código penal interno, tornando mais rígidas as punições para a pedofilia.

Na viagem ao Brasil, o Papa Francisco deverá reafirmar o compromisso com uma Igreja ao lado dos mais pobres, com uma religiosidade e uma piedade populares e também com uma visão critica da globalização e dos seus efeitos, não só na América Latina, mas em todo o mundo. É como se o papa estivesse pondo em pratica a Teologia da Libertação, sem o conteúdo político de antes.

O movimento que surgiu há mais de quatro décadas na América Latina pregava o fim das desigualdades. Durante o pontificado de João Paulo II foi combatido por causa da identificação com as ideias de Karl Marx, fundador da doutrina comunista.

Convocação pelo Facebook

O grupo Anonymous Rio está convocando manifestantes pelo Facebook para dois atos que serão realizados durante a semana da JMJ e a visita do papa Francisco ao Rio. O primeiro é hoje, no Palácio Guanabara, sede do governo do Estado, onde o pontífice vai ser saudado pela presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. A concentração será às 18h, no Largo do Machado. Batizado de “Grande Ato Papa, veja como somos tratados”, o segundo é na sexta-feira, 26, na praia de Copacabana, onde são esperados 2 milhões de fiéis. A concentração será às 17h, na estação do metrô Cardeal Arcoverde.

Enquanto no primeiro caso os manifestantes devem chegar ao Palácio Guanabara depois da agenda do papa, no segundo a convocação é bem no horário do início da Via-Crúcis que será encenada na Praia de Copacabana.

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