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Cotidiano
'FALTA GESTÃO'

Para ex-vice-governador do AM a situação da política do Estado é 'lamentável'

Samuel Hanan foi vice-governador, entre 1999 e 2002, de Amazonino Mendes (PDT), cotado para ser pré-candidato a governador tampão 09/05/2017 às 20:46
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Hanan participou, na manhã desta terça-feira (09), como palestrante do evento “Incentivos Fiscais e Desenvolvimento Regional". Foto: Aguilar Abecassis
Camila Pereira Manaus

O ex-vice-governador, Samuel Hanan avaliou a atual situação da política do Estado como “lamentável” e afirmou que “falta gestão”. Hanan foi vice-governador, entre 1999 e 2002, de Amazonino Mendes (PDT), cotado para ser pré-candidato a governador tampão.

Hanan participou, na manhã desta terça-feira (09), como palestrante do evento “Incentivos Fiscais e Desenvolvimento Regional”, organizada pelo Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado do Amazonas (Sindifisco-AM). A abertura do ciclo de palestras estava programada para ser feita pelo ex-governador Amazonino Mendes.  No entanto, Amazonino não esteve presente. A organização informou  que o não comparecimento de Amazonino se deu pelo “momento de grave crise do Amazonas”.

Sobre a nova gestão que deve assumir o governo do Estado, após a cassação de José Melo (PROS), Hanan afirmou que não pode haver improvisos por parte dos políticos.

“No governo de transição, de um ano e meio, tampão, numa situação crítica do País e do Estado, mais ainda, não cabe improvisação. É hora de líderes políticos se reunirem e abrirem mão das vaidades, dos interesses pessoais em benefício do Estado. Não é hora de briga e improvisar. É preciso unir forças para sair da crise, que é grave”, afirmou.

Questionado se Amazonino Mendes viria como candidato, ele afirmou que tudo está sendo ponderado. “É um líder político importante, um homem de experiência, com um currículo enorme em relação ao Distrito Industrial, em relação a universidade. Então, tenho conversado com ele, mas estão avaliando”, afirmou.

 Hanan defendeu ainda uma revisão dos legislação de incentivos fiscais. “Evidente que se você olhar a participação do estado, com o seu PIB, e PIB do Brasil. Caiu muito. Isso é um sinal ruim. A participação do PIB do estado no PIB da região norte é outro sinal ruim. A expressão econômica do Distrito caiu muito. A primeira coisa é rever a legislação de incentivos fiscais”, ressaltou.

“A situação econômica do Estado é muito ruim. Vemos  um distrito industrial que lutamos tanto durante décadas para manter, todo ida diminui o tamanho e a sua expressão. O desemprego cresce a cada dia. Falta gestão. Mas tudo tem jeito. Aqui dentro da Fazenda tem gente altamente qualificada. Falta o Estado abrir para trazer essas pessoas para dentro”.

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