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Para Leonel Feitoza, ciclista atropelado foi assassinado

Presidente do Detran-AM desqualificou o laudo do Sinetram,o qual afirma que o motorista do ônibus não teve culpa na morte de Antônio Simão, de 61 anos 22/05/2015 às 21:35
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Segundo o diretor-presidente, o limite de velocidade na avenida Djalma Batista é de 60 km/h, mas no horário de fluxo, igual ao momento em que ocorreu o acidente, Leonel informou que deve ser no máximo 40km/h, o recomendado
isabelle valois Manaus (AM)

Após analisar outro vídeo do acidente que ocasionou a morte do ciclista Antônio Simão de Lima, 61, o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), Leonel Feitoza, afirmou que o caso é considerado como “assassinato”. 

Da nota expedida pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado de Manaus (Sinetram), que apontou num suposto “laudo preliminar” que o motorista  envolvido no acidente, Robert de Oliveira Mota, 29, não cometeu nenhuma infração, “pois estava na faixa de rolagem permitida para o tráfego”, Leonel considerou uma falta de “bom senso” e reforçou que a perícia leva aproximadamente de 20 a 30 dias para concluir qualquer coisa.

De acordo com o diretor-presidente, o limite de velocidade na avenida Djalma Batista é de 60 km/h, mas no horário de fluxo, igual ao momento em que ocorreu o acidente, Leonel informou que deve ser no máximo 40km/h, o recomendado.

“Nas imagens é nítido que o motorista do ônibus ultrapassou o limite  de velocidade permitido. Ele cometeu uma imprudência, pois  além do excesso de velocidade, no trânsito temos que respeitar sempre o mais fraco, que vem primeiro o pedestre e depois os ciclistas, motociclista e em seguida o automóvel. O  motorista está protegido por  uma couraça de aço e de ferro. Logo após o acidente o Detran solicitou a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) deste condutor e vamos aguardar a conclusão do laudo para saber se vamos suspender ou caçar esta habilitação”, explicou Leonel.

Sobre o laudo do acidente do ciclista, Feitoza reforçou que não há condições técnicas para ser liberado em menos de 24 horas.

Além das campanhas que o Detran e o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Leonel explicou que para termos segurança no trânsito é necessário conscientização dos motoristas.


“Acidente de trânsito só acontece por causa de três fatores: o álcool, imprudência e excesso de velocidade. No caso do acidente do ciclista podemos destacar dois desses fatores, pois o motorista do ônibus, como verifiquei nas imagens estava em alta velocidade e a fina que tirou do ciclista, consideramos como uma imprudência, logo ele estava ciente do que ocorreu”, reforçou.

Sobre o possível desequilíbrio do ciclista, Leonel afirmou que o vídeo é claro e por causa da ‘fina’ tirada pelo motorista do ônibus, o veículo acabou batendo o ciclistas e em nenhum momento a vítima chegou ultrapassar a faixa do transporte público como informou o motorista.

A bicicleta era uma opção

“Ele estava bem de saúde, e trabalhava de bicicleta por opção”. Essa é a declaração de Eliane Lima, uma das filhas do ciclista Antônio Simão de Lima Araújo,  61, que morreu  quinta-feira, na avenida  Djalma Batista,  após ser atropelado por um ônibus. Familiares acreditam que o motorista do coletivo 440, Robert de Oliveira Mota, 29 teve culpa, pois poderia ter evitado a tragédia. Leia mais aqui.

“Nós tínhamos dúvida se ele (Antônio) tinha cometido um deslize, mas ficou bem claro que não. Ele ia pela trajetória dele e o ônibus que encostou. O motorista tinha toda a visão”, afirmou a filha do ciclista.


Antônio trabalhava com manutenção e limpeza de piscinas. “Depois de muitos anos ele ainda trabalhava, prestava serviço na casa das pessoas. Morava no Novo Israel, pegava a bicicleta na casa da irmã, na Chapada, e seguia para trabalhar.”

Numa nota oficial contestada, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) e a empresa Líder afirmaram que Robert de Oliveira Mota, 29,  não teve culpa no atropelamento. Conforme a entidade,  um “laudo preliminar”, que não era assinado por nenhum perito e foi produzido a pedido da própria  Líder, responsável pela linha 440,  foi verificado “que o motorista Robert não teve culpa e não cometeu nenhuma infração de trânsito”.

Nas redes sociais o suposto laudo foi confrontado com as imagens de câmeras de vigilância na qual o ônibus não muda a trajetória até se chocar com o ciclista. A família também desqualificou o laudo usando os vídeos.

Carreteiro estava todo errado

Do caso  da carreta carregada de componentes eletrônicos que tombou no complexo viário Antônio Simões, na avenida Umberto Calderaro Filho, no início da manhã  da última quinta-feira  o diretor-presidente do Detran, Leonel Feitoza,  informou que as imagens da câmera de segurança confirmaram que o motoristas também estava em alta velocidade.

A perícia da Polícia Civil do Amazonas que esteve no local, repassou ao Detran que além da alta velocidade, toda a carga da carreta estava mal condicionada e o tacófrago não funcionava. A CNH do condutor também foi suspensa e pode ser caçada pela autoridade de trânsito.

Colaborou: Vinícius Leal

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