Sábado, 24 de Agosto de 2019
Novembro Azul

Balanço aponta que homens ignoram exames e mulher dá show de consciência

Município projeta realizar cerca de 1 mil atendimentos nas Unidades Móveis do Programa Saúde Manaus Itinerante. As unidades móveis são formadas por quatro carretas localizadas em locais específicos da cidade e que atendem o sexo feminino mas que, excepcionalmente neste mês, vem atendendo ambos os sexos.



prostata1.JPG A professora Maria Cristina Fernandes da Silva, 52, não se descuida dos exames preventivos / Fotos: Antonio Menezes
30/11/2016 às 08:49

Antes mesmo do fim da campanha de mobilização do público masculino pelo Novembro Azul, para alertar os dados da prevenção ao câncer de próstata e outras doenças que o homem possa adquirir, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) projeta realizar cerca de 1 mil atendimentos nas Unidades Móveis do Programa Saúde Manaus Itinerante. As unidades móveis são formadas por quatro carretas localizadas em locais específicos da cidade e que atendem o sexo feminino mas que, excepcionalmente neste mês, vem atendendo ambos os sexos.

No caso específico dos homens, são oferecidos serviços como exames de ultrassom de próstata via abdominal, tireoide, vias urinárias, abdominal superior e abdominal total, informa a Semsa. Dentro do “Novembro Azul”, as unidades móveis vão atender nos seguintes locais e datas: no bairro Crespo, Zona Sul, de 24/11 a 7 de dezembro; e na Lagoa do Japiim, de 21/11 até hoje (30).

No último sábado a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) realizou uma ação de rastreio do câncer de próstata atendendo a 100 homens sobre a necessidade da realização dos exames preventivos. Desses 100, 16 apresentaram alterações na próstata e serão encaminhados para biópsia e atendimento na Fundação Cecon. 

Para o estudante Gabriel Rocha, 17, “o preconceito do homem em não querer fazer o exame vem daqueles com idade mais avançada e que não são desse tempo tecnológico”.

O técnico em enfermagem José Lima, 42, faz parte da parcela da população masculina que não quer fazer o exame: “Ainda não fiz porquê não quis”.

Por sua vez, a professora Maria da Silva, 52, dá show em muitos homens: “Faço meus exames preventivamente. O câncer está se alastrando no País e no mundo todo”, destaca ela.

Blog

Maria Cristina Fernandes da Silva, 52, professora

“Faço meus exames preventivamente. O câncer está se alastrando no País e no mundo todo. Vejo diariamente comentários daqui e dos Estados Unidos, e principalmente o Brasil. Então, a mulher tem que ter essa preocupação de se cuidar e ir ao médico. E também fazer um check up. Me cuido muito, procuro ir anualmente e mensalmente ao médico. Estamos vendo que a mulher se cuida muito mais do que o homem. O homem quase não faz o seu preventivo, que é o da próstata, no toque retal. Não sei se eles sentem receio, preconceito também. Mas é importante de se fazer porque essa é uma doença silenciosa, que quando aparece já está no final, quando o homem começa a sentir dor. Assim como a mulher também. Deixo aí esse alerta para que as mulheres procurem o médico para fazer seu preventivo anualmente. A mulher está dando um show no homem no sentido de prevenção. O homem, agora que está cuidando, principalmente da beleza estética, procurando salões de ginástica. Agora, quanto ao preventivo da próstata, ele ainda tem aquele preconceito de não aceitar. Aí fica um alerta para os homens procurarem fazer seus exames de câncer de próstata”.

Frases

“Me cuido bastante e costumo ir ao médico, tenho a minha higiene e faço a prevenção, que é uma das principais coisas. O preconceito do homem em não querer fazer o exame vem daqueles com idade mais avançada e que não é desse tempo tecnológico e que não abrange essa tecnologia da informação. No meu caso, quando chegar a hora não terei problema alguma em fazer. A saúde e a vida são mais importantes com certeza.

Maílson de Paula Ferreira, 29,

Essa questão envolve o saber do homem, de saber como é o exame e o procedimento certo. Às vezes muitos dizem ‘você vai pegar o toque’ e eles ficam com o pé atrás. Mas eu acho que a questão é mais de ter o conhecimento do que o exame pode lhe trazer, quais são os benefícios. Minha mãe é enfermeira e eu vou fazer sem problema algum. O governo deveria fazer mais propaganda para a saúde do homem, pois o que se vê é mais alertas para as mulheres. Deveriam aumentar a propaganda, mostrar os verdadeiros riscos, aprofundar mais o assunto seria uma boa sugestão pra a saúde”

Gabriel Rocha, 17, estudante

“Acho que o homem principalmente ainda tem preconceito. Os que fazem exame de próstata dizem que não fizeram. A idade pra fazer é a partir de 40, mas eu ainda não fiz porquê não quis. Mas não é questão de preconceito, é porque ainda não me interessei. E quando chegar nos 45 anos eu não vou fazer não. Vou fazer o exame de sangue, ultrassom, raio-x e a ciência evoluir mais”.

José Souza Lima, 42, técnico de enfermagem

UGV faz atendimento agendado

O Hospital Universitário  Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-Ufam) e filiado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), participa hoje do Mutirão Nacional da Rede Ebserh.

A iniciativa conta com ações para mais de três mil pessoas nos 39 hospitais universitários federais filiados, presentes nas cinco regiões do Brasil, atendendo pacientes com a realização de cirurgias, exames e consultas. Em Manaus, o HUGV promoverá uma ação de prevenção ao câncer de próstata, com atendimento de 60 pacientes previamente agendados (não sendo possível agendamento no local no dia do evento).

FCecon promove ação educativa em comemoração do Dia Nacional de Combate ao Câncer

Na semana em que se comemorou o Dia Nacional de Combate ao Câncer, no último domingo, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), em parceria com a Liga Amazonense Contra o Câncer (Lacc), promoveu uma ação de cunho educativo, com ciclo de palestras gratuito voltado a acadêmicos da área da saúde e demais interessados. Só neste ano, o Amazonas deve registrar cerca de 5,2 mil novos casos da doença, aponta projeção do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão subordinado ao Ministério da Saúde. As informações são da assessoria de comunicação da FCecon.

Segundo o cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci, diretor-presidente da unidade hospitalar vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), o evento, ocorrido na última segunda-feira, 28, na sede da instituição – Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus -, tratou de assuntos como os fatores internos e externos de risco das neoplasias malignas, os avanços na detecção e tratamento do câncer e novas técnicas de diagnóstico de patologias cervicais através da citologia em meio líquido.

O coordenador do Programa Estadual de Controle do Tabagismo, médico cardiologista Aristóteles Alencar, destacou durante a palestra, informações relacionadas, em sua maioria, à influência do tabagismo no desenvolvimento dos mais diversos tipos do câncer. Entre eles, exemplificou o especialista, estão dos aparelhos respiratório, digestivo, urinário, entre outros como cabeça e pescoço, mama, colo uterino e de próstata.

Ele ressaltou que o consumo primário, secundário e terciário do tabaco e suas substâncias derivadas, consideradas nocivas ao corpo humano, atingem fumantes, familiares e todos os que convivem ao redor de quem fuma. “Isso porque, um dependente que consome tabaco dissemina fumaça, fazendo com que pessoas de seu convívio inalem substâncias químicas e deixando o ambiente impregnado por elas. “Quem fuma, traga a fumaça após passar por um filtro. O fumante passivo, por sua vez, inala a fumaça oriunda da ponta do cigarro, cujas substâncias equivalem às da fumaça emitida por uma descarga de veículo. Além disso, crianças que convivem nesse ambiente, estão sujeitas ao contato com as substâncias nocivas, que se agrupam nas paredes, móveis e estofados”, explicou ele por meio da assessoria.

Na mesma ocasião, a ginecologista da FCecon, Mônica Bandeira de Melo, explicou a relação do vírus HPV com o desenvolvimento do câncer de colo uterino, entre outros temas. Palestraram, ainda, a assistente social Leita Firmo, membro do Departamento de Prevenção e Controle do Câncer (Dpcc-FCecon) e a diretora administrativa da Lacc, enfermeira oncológica Marília Muniz. Elas falaram sobre o trabalho educativo desenvolvido em escolas da rede pública de ensino, junto a alunos e professores, levando informações sobre prevenção ao câncer. Marília Muniz também destacou o suporte dado a pacientes oncológicos de baixa renda no Amazonas, através da ONG, que inclui a distribuição de cestas básicas, custeio de aluguéis sociais, entre outros.

Receba Novidades

* campo obrigatório

Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.