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Parentes e amigos de grávida, morta em atropelamento, protestam e pedem paz no trânsito

Oito dias após a morte por atroplemento da assistente social, Alessandra Solart Amorin,24, grávida de seis meses, grupo formado por parentes e amigos pede que o condutor do veíoculo, Gleidson Sena Amaral, 27, siga preso e responda por crime doloso, qom intenção de matar 22/08/2015 às 11:36
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Grupo de amigos da vítima pede juri popular para o causador do acidente
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Parentes e amigos da assistente social, Alessandra Solart Amorim, 24, que foi atropelada e morreu  no dia 14 deste mês, fizeram um protesto na manhã deste sábado, 22, na Avenida General Rodrigo Otávio, no bairro Japiim, Zona Sul de Manaus.

 Eles paralisaram parte da Avenida, no trecho que fica logo após o Studio 5. Entre os pedidos estava a formação de um juri popular para o julgamento do autônomo Gleidson  Sena Amaral, 27, condutor do veículo que causou o acidente que matou Alessandra, grávida de seis meses e feriu gravemente o irmão dela, Jorge Adriano Solart,31. Há indícios de que o condutor estava sob o efeito de álcool.

Ele chegou a ser preso na ocasião, mas um parecer da Juíza Luiza Cristina da Costa Marques, da Vara Especializada em Crimes de Trânsito de Manaus, concedeu liberdade provisória ao acusado, mediante pagamento de fiança de  10 salários mínimos (R$ 7.880).

“Não consideramos justo que uma pessoa que tirou a vida de outra responda em liberdade e apenas como crime culposo - sem intenção de matar. Toda pessoa que dirige embriagada tem consciência que está colocando a vida de outras em perigo”, afirmou o esposo de Alessandra, Nonato Amorim.

  Ele informou que nesta semana, a família deve entrar com um processo  junto à Justiça para questionar a classificação de acidentes de trânsito causados  por embriaguez, como crime culposo e não doloso - com intenção de matar.


  “Nós também pretendemos  procurar a juíza que decidiu pela liberdade provisória do autor do acidente para apresentar argumentos quanto à decisão tomada por ela", acrescentou.

 O Acidente
 Alessandra e o irmão estavam a caminho de uma maternidade, onde ela iria realizar uma consulta médica, quando foram surpreendidos por um veículo em alta velocidade. O condutor, que segundo testemunhas, apresentava sinais de embriaguez, perdeu o controle  do veículo e atingiu as duas vítimas que estavam na calçada.

Desdobramentos
O irmão de Alessandra,  Jorge Adriano Solart, 31, segue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, Zona Leste.

Já, Gleidson Sena Amaral, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), segue preso, uma vez que a fiança estipulada  ainda não foi paga para que seja expedido o alvará de soltura.

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