Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
ENERGIA ELÉTRICA

Parintins sofre com apagões e vereadores cobram posição da Eletrobras Amazonas

Falhas no fornecimento de energia elétrica da ilha se tornaram frequentes há pelo menos uma semana e têm provocado a queima de lâmpadas da iluminação pública



WhatsApp_Image_2018-07-31_at_18.37.30.jpeg Foto: Divulgação
01/08/2018 às 16:27

A população do município de Parintins (a 369 km de Manaus em linha reta) vem sofrendo há pelo menos uma semana com as frequentes interrupções no fornecimento de energia elétrica. Além das reclamações por causa dos transtornos gerados pelos “apagões”, a queixa dos parintinenses é a postura da concessionária Eletrobras Amazonas de não se pronunciar sobre o problema.

Com a paralisação no fornecimento de energia, o abastecimento de água chegou a ser interrompido em alguns bairros e, conforme o vereador Telo Pinto (PDSB), lâmpadas da iluminação pública na cidade foram queimadas.

Nessa terça-feira (31), um grupo de vereadores se reuniu com a gerente local da Eletrobras Amazonas, Francilvane Rodrigues. “A população vem reclamando por causa dos aparelhos eletrônicos que são queimados com os racionamentos de energia e nós fomos cobrar um posicionamento da concessionária. Eles explicaram que alguns motores da usina termelétrica da cidade estavam danificados”, contou Telo Pinto.

“Nós também recebemos uma denúncia de populares de que havia motores parados no pátio da concessionária e não eram colocados no lugar dos danificados. A gerente explicou que os motores novos não estavam suportando a demanda do município”, completou o vereador.

Na reunião, segundo Pinto, Francilvane também afirmou que a empresa responsável pela manutenção dos motores deve chegar a Parintins nesta quarta-feira (1º) para iniciar os reparos. Ainda de acordo com o vereador, a gerente se comprometeu de nesta sexta-feira (2) dar um prazo para a normalização do serviço de energia elétrica no município.

Por conta dos “apagões”, o vereador Tião Teixeira (PTB) encaminhou documento para a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) pedindo providências contra a Eletrobras Amazonas Energia. 
Em outubro de 2014, uma Ação Civil Pública foi movida pelo defensor público Newton Lucena na qual cobrava multa diária de R$ 500 mil contra a Eletrobras Amazonas e indenização no valor de R$ 10 milhões por danos materiais coletivos.

Em nota, a assessoria de imprensa da Eletrobras Amazonas afirmou que "desligamentos intempestivos" ocorridos entre os dias 28 e 30 de julho de 2018, em Parintins, foram causados por curto-circuito em uma chave seccionadora, durante um temporal e afirma que o problema já foi resolvido. Veja a nota na íntegra abaixo.

"A Eletrobras Distribuição Amazonas esclarece que os desligamentos intempestivos ocorridos entre os dias 28 e 30 de julho de 2018, na cidade de Parintins, foram causados por curto-circuito em uma chave seccionadora, durante um temporal, com rompimento de cabos de alumínio que caíram sobre outros condutores do circuito abaixo, na rede de distribuição, fenômeno natural – descarga atmosférica – provocando a queima de placas eletrônicas de 05 (cinco) grupos geradores simultaneamente na UTE Parintins. Assim que a Distribuidora tomou conhecimento das ocorrências, as equipes de manutenção foram acionadas para restabelecer o fornecimento de energia o mais rápido possível. A empresa também providenciou a substituição dos equipamentos danificados, concluindo os serviços e normalizando o fornecimento de energia no dia 30 de julho de 2018.A Eletrobras Distribuição Amazonas pede desculpas e lamenta os transtornos causados e conta com a compreensão de todos os clientes".

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