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Parlamentar cobra rigor nas investigações sobre a morte de Maria das Dores

Líder da Comunidade Portelinha já havia denunciado ameaças de morte por conta do seu trabalho na disputa de terras para assentamento com grileiros. Ela pediu proteção policial, mas, segundo o deputado José Ricardo, 'nada foi feito' 17/08/2015 às 10:53
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'Ele (Adson) já tentou me matar três vezes', disse Maria das Dores quando este na ALE-AM, em junho
acritica.com Manaus (AM)

O deputado José Ricardo Wendling (PT) lamentou profundamente, clamando por justiça, o assassinato da líder da Comunidade Portelinha, Maria das Dores dos Santos Salvador (Dona Dora) cujo corpo foi encontrado na manhã de ontem na estrada de Manacapuru. “Mais uma mulher assassinada no Estado, militante social, que lutava pelos mais pobres, pelo direito à terra”, declarou ele, ressaltando que há muito tempo ela vinha sendo perseguida e ameaçada por um cidadão que se dizia vendedor de terras e que afirmava ter o total apoio de amigos policiais".

“É necessário que o governador peça rigor nessa investigação. O secretário de segurança precisa ir a fundo nas investigações e prender quem cometeu esse crime. É preciso que o Governo faça um plano de segurança para a região do Iranduba. Há muitos interesses financeiros, de imobiliárias, grileiros e pessoas se autointitulam donos das terras, que há anos é moradia de pessoas simples, trabalhadoras e humildes”, afirmou o parlamentar, que encaminhou ontem requerimento pedindo providências da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP).

De acordo com o deputado, Dona Dora e os comunitários já haviam denunciando perseguições e ameaçadas. Pediram de todos os órgãos competentes reforço na segurança da comunidade. No dia 28 de abril, José Ricardo esteve com ela na SSP para pedir apoio e providências.

OUTRO LADO

Por coincidência, o relatório da SSP com todas as ações realizadas na Portelinha foi encaminhado ao gabinete do parlamentar no último dia 6 de agosto e somente ontem, às 12h33, foi efetivamente entregue. E no caso da Dona Dora, ficou registrado no 31º DIP em 16 de novembro de 2014, que ela foi ameaçada por Adson Dias da Silva, que também ameaçava outros comunitários da Portelinha.

Já no dia 24 de junho, ela esteve no plenário da Assembleia Legislativa, em Cessão de Tempo solicitada pelo petista, pedindo apoio contra os atos e ameaças de morte. “Ele já tentou me matar três vezes, inclusive no último sábado (20), assim como outros moradores que não concordam com sua atitude”, afirmou Maria na ocasião. “Nada foi feito”, disse o deputado.

Esse fato foi semelhante ao que vitimou Margarida Maria Alves, também por coincidência no dia 12 de agosto, e criou a “Marcha das Margaridas”, que esta semana levou às ruas milhares de mulheres clamando por justiça.

SSP registra todas as ameaças às famílias

Relatório da Secretaria de Segurança foi enviado ao deputado José Ricardo, há uma semana, com as ações realizadas na Portelinha.  Somente ontem, às 12h33, foi efetivamente entregue. E no caso da Dona Dora, ficou registrado no 31º DIP desde 2014 que ela vinha sendo ameaçada por Adson Dias da Silva, que também ameaçava outros comunitários.

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