Publicidade
Cotidiano
Notícias

Parlamentares dedicam três horas de sessão na CMM para falar de Lula e da Operação Lava-Jato

Na Câmara Municipal de Manaus, vereadores deixaram os problemas da cidade e lado e concentraram debates sobre os desdobramentos da Operação Lava Jato 07/03/2016 às 21:29
Show 1
Proposta de Arlindo Júnior extinguiu o pequeno expediente, dando início à discussão. Vereador Bibiano e demais petistas criticaram atuação do juiz Sérgio Moro
Janaína Andrade Manaus (AM)

Quem assistiu à sessão plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM) – que consome mais de R$ 126,3 milhões por ano do bolso do contribuinte para discutir fatos de interesse público - sequer se deu conta dos dilemas enfrentados pela população como, abandono de espaços públicos, acidentes de trânsito, falta d’água na zona Leste há mais de dez dias, entre outros. Ontem, os parlamentares dedicaram mais de três horas da primeira sessão plenária da semana debatendo sobre a condução coercitiva do ex-presidente Lula, na 24° fase da Operação Lava-Jato.

A vontade dos vereadores em discutir a operação da Polícia Federal foi tanta que logo no início da sessão aprovaram, após sugestão do vereador Arlindo Júnior (Pros), a extinção do pequeno expediente (destinado a pronunciamento dos parlamentares), pulando para o grande expediente, que inclui, além dos pronunciamentos parlamentares para cada orador, eventuais apartes.

 De um lado, os três vereadores do PT – Professor Bibiano, Waldemir José e Rosi Matos repudiavam a atuação do juiz Sérgio Moro, que autorizou a condução coercitiva do ex-presidente. “Um juiz (Sérgio Moro) rasgou a Constituição. Nós repudiamos esse ato”, disse Bibiano, seguido pelo líder do PT na Casa, vereador Waldemir José, que declarou estar “indignado com a forma truculenta” que Lula foi tratado, em um “ato de pirotecnia” de Moro. Rosi Matos finalizou defendendo que o ato praticado pela Justiça foi “um tiro no pé da oposição”.

Do outro lado, vereadores da base governista endossavam a legitimidade da operação Lava  Jato. Mário Frota, que pertence ao PSDB, sigla que defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff, sustentou que Lula deveria lembrar que é um cidadão comum e que não está acima da lei. “Por que esse escândalo todo? As pessoas se esquecem que não estão acima da Constituição e estão se dizendo vítimas mirando na camada da população que é ignorante e não sabe o que ocorre na política”.

Frota foi seguido por uma enxurrada  de discursos e apartes de vereadores, como Ewerton Wanderley (PSDB), Arlindo Júnior (Pros), Elias Emanuel (PSDB), Luis Mitoso (PSD), Marcel Alexandre (PMDB), Joelson Silva (PSC), Joãozinho Mirando e Plínio Valério.

Destoaram

As vereadores Socorro Sampaio (PP) e Pastora Luciana (PP) foram contra a corrente pró e anti Lula e escolheram como tema para debate projetos de leis e a situação da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).

Publicidade
Publicidade