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Parque 10 tem programação carnavalesca até para quem não gosta de ‘muvuca’

O bairro é considerado um dos berços do Carnaval de rua de Manaus. Foi lá que surgiram blocos como o Galo e das Piranhas 06/02/2016 às 12:04
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Neste domingo (07) é a vez do Bloco das Piranhas animar a multidão, no Sambódromo a partir das 16h
Isabelle Valois Manaus (AM)

O Parque 10 de Novembro, na Zona Centro-Sul, é considerado um dos berços do Carnaval de rua de Manaus. Foi lá que surgiram blocos que hoje estão entre os maiores da cidade e, também, os mais esperados pelos foliões. Este ano não poderia ser diferente: a folia é garantida no bairro, esta semana.

O caçula, que estreou em 2015, é o Bloco do Parque 10, que quer ser uma alternativa à mais famosa banda que passou pelo bairro: o Galo de Manaus. 
Um dos blocos mais esperados é o das Piranhas, que acontece neste domingo (07), a partir das 16h. Apesar de ser realizado atualmente no Sambódromo, o bloco, que está na sua 36ª edição, surgiu no Parque 10. 

O fundador e organizador do bloco, Altemar Botelho, o “Teco”, contou que a ideia surgiu em 1981, quando ele e alguns amigos, moradores do Parque 10 que jogavam dominó e bebiam cerveja juntos, resolveram criar o bloco para reunir a família e aproveitar o embalo do Carnaval. A festa cresceu e passou a ser realizada nas ruas do bairro Parque 10, até 1995.

Do ano seguinte até 2000, o bloco passou a ser realizado no Centro Social Urbano (CSU) do mesmo bairro. Com o crescimento do público, as últimas edições vêm sendo realizadas no Sambódromo. “Acredito que futuramente o espaço será pequeno, pois a cada ano que passa temos mais brincantes”, disse Teco.

Galo

Outro “filho” do Parque 10 realiza, na terça-feira gorda de Carnaval (09), sua 13ª edição: o Galo de Manaus, que deve arrastar uma multidão pela avenida Governador José Lindoso (das Torres). Com o tema: “Galo, o Campeão da Folia”, a festa começa às 14h e terminará 0h.

O Galo de Manaus ficou conhecido por levar foliões às ruas ao som do frevo pernambucano. Para este ano, o organizador, Theo Alves, estima um público de pelo menos 150 mil foliões. “O Galo sempre é uma novidade porque nunca é igual. Nós saímos de 2008 com 4 mil foliões para 50 mil foliões em 2012. E de 2012 para 2015, saltamos para 120 mil foliões”, reforçou.

De acordo com Theo, para esta edição haverá dois trios elétricos e dois palcos na concentração. Entre as atrações já confirmadas estão a Banda Oficial do Galo de Manaus, Adriano Arcanjo, Bicho Papão e Pororoca Atômica.

A festa continua totalmente gratuita, mas quem quiser pode adquirir o tradicional frevolê, que dá acesso a um espaço exclusivo, com área coberta, segurança privada, ambulatório, espaço kids com pula-pula e piscina de bolinhas aos cuidados dos monitores, praça de alimentação, bares e banheiros exclusivos. O espaço ficará na situado na concentração, onde haverá os palcos com as atrações do evento.

Para fugir da multidão

Para quem gosta de curtir o Carnaval, mas não quer encarar a multidão das bandas mais tradicionais, o Parque 10 de Novembro tem uma nova opção, que aparece como uma alternativa para as “baladas momescas“ da terça-feira gorda. É a segunda edição do Bloco do Parque 10 de Novembro.

A festa está agendada para começar às 14h, no início da avenida Perimental 1, próximo à bola do Eldorado. Como novidades para este ano, a organização do bloco está organizando o “Concurso das Poderosas do Bairro”.

Na opinião de um dos organizadores do bloco, Rafael Moura, o Parque 10 concentra as mulheres mais bonitas de Manaus e, por isso, a organização  resolveu criar o concurso.

“Todas as candidatas estão com fotos postadas no portal do nosso bloco: www.blocodop10.com.br, e elas estarão presentes no nosso Carnaval para fazermos a eleição da mais poderosa”, comentou.

A candidata vencedera ganhará R$ 1 mil na Fast Temaki do bairro. Além do concurso, Moura confirmou, como uma das atrações, a banda de Marchinhas que há 30 anos se apresenta na tradicional banda da Bica. O bloco também terá um espaço reservado para a criançada. O abadá dará acesso à Área VIP Fast Temaki, com banheiros, bar e acesso ao front stage, entre outras vantagens.

‘Manchetão’, o bloco  criado por Umberto Calderaro, completa 24 anos de sua primeira saída às ruas

No ano em que a Rede Calderaro de Comunicação (RCC) voltou a transmitir o Carnaval de Manaus com o mesmo empenho e amor que dedicou durante anos, o “Manchetão”, antigo bloco de Carnaval formado por funcionários, amigos e colaboradores de A CRÍTICA completa 24 anos de sua primeira saída às ruas.

Criado em 1992 pelo o fundador da RCC, Umberto Calderaro Filho, o bloco fez folia na avenida Eduardo Ribeiro em um ano que não houve carnaval promovido pela Prefeitura de Manaus ou pelo Governo do Estado.

“Impulsionado pela necessidade de levar alegria e diversão  Calderaro promoveu o ‘Carnaval do Povo’ e colocou nas ruas o bloco  ‘Manchetão’. O nome do bloco é uma alusão às manchetes do jornal A CRÍTICA. A manchete chama a atenção de todo mundo, por isso o nome do bloco”, relata o fotografo Rubilar Santos.

Definido que haveria o Manchetão, foi estabelecido que um mês antes do bloco descer a avenida, haveria ensaios duas vezes por semana realizados na Academia Cheik Club.  

“Mário Monteiro, na época editor, era o puxador de samba. Uma bateria de escola de samba também foi contratada ”, relembrou.Rubilar conta que  Calderaro era apaixonado por Carnaval, tanto que mandou confeccionar aproximadamente 500 camisas camisas caracterizadas para o bloco.

“Atrás da camisa ficou escrito A CRÍTICA ‘Eu visto essa Camisa’, todo mundo que estava participando recebeu uma camisa dessa. As mulheres receberam saias grandes com uma fenda do lado para ter flexibilidade para dançar e pular o carnaval”, conta.

O desfile estava marcado para as 16h do domingo  na Eduardo Ribeiro, mas desde as 14h os foliões  estavam na concentração na Lobo D’Almada em frente antiga sede de A Crítica. “Subimos a Lobo D’Almada, passamos pela 10 de Julho, vários blocos estiveram presentes no que era considerado  o carnaval do povo. Foi uma festa espetacular, até aquele momento nunca  uma rede de comunicação participou, ou desfilou em um Carnaval de rua”, finalizou.

Colaborou: Marcela Moraes


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