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Parques e monumentos reabrem nos EUA após acordo de financiamento temporário

Mais de 400 parques naturais estão fechados nos Estados Unidos desde 1° de outubro devido à paralisação parcial do governo federal por falta de acordo no Congresso 12/10/2013 às 12:11
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As autoridades dos Estados Unidos não avançaram se os financiamentos agora assumidos pelos estados serão depois pagos pelo governo federal
Agência Lusa Los Angeles (Estados Unidos)

ários parques e monumentos nos Estados Unidos, como o Grand Canyon ou a Estátua da Liberdade, vão reabrir hoje (12), apesar da paralisação parcial da adminstração norte-americana, depois de terem sido alcançados acordos para um financiamento temporário.

O serviço dos parques nacionais anunciou na noite de sexta-feira (11) acordos com os estados de Nova York, Arizona, Colorado e Utah para a reabertura dos locais turísticos que estão fechados desde o início de outubro devido à paralisação do Orçamento Federal.

Esses acordos permitem, por exemplo, a abertura da Estátua da Liberdade durante seis dias, a partir de hoje e até 17 de outubro, com uma dotação de cerca de US$ 370 mil do estado de Nova York.

O Arizona vai pagar US$ 651 mil para reabrir o Grand Canyon, que atrai anualmente milhões de visitantes de todo o mundo.

O Parque Nacional das Rocky Mountains do Colorado será financiado durante dez dias com US$ 362,7 mil e oito parques e monumentos de Utah vão também reabrir durante dez dias, por meio de um financiamento de US$ 1,6 milhão.

“É uma solução temporária que permitirá atenuar os inconvenientes para o comércio e comunidades vizinhas”, declarou a ministra do Interior norte-americana, Sally Jewell.

As autoridades dos Estados Unidos não avançaram se os financiamentos agora assumidos pelos estados serão depois pagos pelo governo federal.

Mais de 400 parques naturais estão fechados nos Estados Unidos desde 1° de outubro devido à paralisação parcial do governo federal por falta de acordo no Congresso sobre o Orçamento para 2014.

Esta situação causa perdas diárias de US$ 152 milhões e ameaça os empregos de 450 mil trabalhadores, segundo a Associação Americana de Turismo.

Ameaça

A paralisação dos serviços da administração federal dos Estados Unidos pode representar novos riscos para a frágil economia mundial, advertiu o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

“É um risco para a economia mundial se os Estados Unidos não escolherem adequadamente os seus planos de despesa e de redução do déficit”, disse Cameron à Rádio BBC, depois de o Congresso dos Estados Unidos não ter conseguido chegar a acordo sobre o Orçamento, provocando a suspensão dos serviços federais.

A suspensão aplica-se a todos os serviços não essenciais. Significa que 800 mil funcionários públicos não vão trabalhar e que museus e parques nacionais permanecerão com suas atividades suspensas.

Segundo economistas, a paralisação da administração federal pode abrandar o crescimento da maior economia mundial. “Penso que também deve chamar a atenção para a necessidade de um plano plurianual, de longo prazo, para baixar os déficits”, acrescentou Cameron.

A coligação de governo no Reino Unido, liderada pelos conservadores de David Cameron, aprovou cortes significativos à despesa pública desde o início de seu mandato, em 2010, para reduzir o déficit.

O ministro das Finanças britânico, George Osborne, prometeu, nessa segunda-feira, que se os conservadores se mantiverem no poder após as eleições de 2015, o Orçamento vai apresentar saldo positivo. Ele admitiu, no entanto, que, para isso, o governo terá de prolongar o programa de austeridade por vários anos.

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