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'Participei das buscas e nunca faria isso', disse pai da menina Grazielly dos Santos

Gilbervan de Jesus foi preso juntamente com a esposa e o irmão, todos suspeitos de envolvimento na morte da criança em Autazes 25/06/2015 às 20:23
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Durante as investigações, a equipe conseguiu o depoimento de uma testemunha chave para representar o mandado de prisão temporária.
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“Eu soube que ela foi sequestrada pelo filho da minha vizinha, imediatamente busquei ajuda, inclusive, participei das buscas pela minha filha. Eu nunca faria isso”, sustentou, ontem (25), Gilberval de Jesus Eloi, de 33 anos, investigado por envolvimento na morte da própria filha, a estudante Grazielly dos Santos Costa de nove anos.

A menina, que estava desaparecida foi encontrada morta em estado avançado de decomposição, em um ramal na tarde da última sexta-feira (19), no município de Autazes, distante a 113 quilômetros de Manaus.

Além do pai, a equipe de investigação da 39° Delegacia Interativa de Polícia (DIP) realizou também a prisão da madrasta da criança, Gilmara França de Souza, de 32 anos, e do tio Gilbermilson de Jesus Eloi, de 35 anos. O trio só será indiciado em 30 dias, após a conclusão das investigações.

De acordo com o delegado titular da 39ª DIP, Eleandro Granja, a criança é fruto de uma relação extraconjugal de Gilbervan, o que o motivou a solicitação de um exame de reconhecimento de paternidade.

“Com base nos depoimentos de pessoas próximas da menina, Gilbervan nunca foi um pai presente e até duvidava se a menina era filha dele. Ele estava resolvendo na Justiça problemas de pensão alimentícia”, destacou.

A madrasta afirmou que não tem participação nenhuma no crime. “Eu nunca disse que queria ela morta. Existia a situação do pagamento da pensão, mas tudo já estava sendo resolvido por Gilbervan na Justiça. Tenho uma filha da mesma idade com Gilbervam e ela não está podendo sair de casa porque corre risco de ser agredida pela população”, relatou.

Investigações

Segundo o delegado, das três linhas de investigação adotadas para chegar aos envolvidos, duas foram descartadas rapidamente porque não coincidiam com as circunstâncias do crime e com o laudo do Instituto Médico Legal (IML) que apontou morte por asfixia.

“Primeiro analisamos como um sequestro que poderia dar origem a um pedido de resgate, mas foi descartado porque a família não possui recursos financeiros. Depois por questão sexual. Porém, conforme o laudo, a menina não apresentava nenhum tipo de violência sexual. Começamos a colher depoimentos e com base nas imagens de câmeras de segurança próximas da escola e de locais de acesso ao ramal conseguimos identificar o carro como sendo de Gilbervan”, explicou.

Durante as investigações, a equipe conseguiu o depoimento de uma testemunha chave para representar o mandado de prisão temporária. “Uma testemunha viu a menina sendo levada e afirmou que foi uma mulher que a pegou. A mesma pessoa conseguiu anotar quase todos os dígitos da placa que conferem com o veículo de Gilbervan, um Siena verde de placas JXS-0069”, concluiu.

Prisões

Gilmara foi presa na casa da mãe dela, no Conjunto Alberto Simonetti, bairro Santa Luzia, em Autazes, por volta das 9h30. Gilbervan e Gilbermilson estavam escondidos, temendo represálias.

Eles se entregaram no Fórum da Comarca de Autazes e foram conduzidos à 39ª DIP, por volta das 16h. A perícia encontrou munição dentro do veículo de Gilbervan.


O trio foi apresentado durante coletiva de imprensa realizada às 16h desta quinta-feira, 25, na Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas

*Com informações da assessoria de imprensa

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