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Cotidiano
Novo Partido

Partido de base evangélica funda diretório provisório em Manaus

Partido Liberal Cristão coleta apoio para o registro da sigla no Tribunal Superior Eleitoral 06/06/2013 às 08:20
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Dirigentes do PLC Ednilza Guedes, Osésa Rodrigues e Fernando Batista
Joelma Muniz Manaus

O Partido Liberal Cristão (PLC) oficializou nessa quarta-feira(05) sua chegada ao Estado do Amazonas de olho nas Eleições de 2014. Cauteloso e otimista, o presidente da Executiva Nacional do PLC, pastor Osésa Rodrigues – que esteve em Manaus para participar da coletiva de imprensa que apresentou a nova legenda, preferiu não revelar a identidade do pré-candidato ao governo, mas assegurou que o escolhido não é “político de profissão”.

Segundo Rodrigues, a intenção é ter representantes do PLC na disputa de todos os cargos eletivos de 2014. “Queremos deixar claro que não contaremos com o apoio de pessoas já calejadas na política, esse será o nosso diferencial, queremos dar oportunidade para pessoas comuns, pessoas do povo”, disse o presidente, que também ressaltou que considera o PLC o único novo partido do País.

“Não posso dizer que o PSD do Gilberto Kassab, DEM do José Agripino, PPL do Sérgio Rubens Torres, e o Rede de Sustentabilidade, liderado pela Marina Silva são de fato novos. Todos eles contam com a participação de políticos de carteirinha, pessoas com um histórico nem sempre louvável na política. O PLC, mais que um partido que nasce na base evangélica, é um partido que nasce conquistando novas caras, pessoas com índole e vida pregressa irretocáveis”, avaliou.

A sigla foi criada em 1º de novembro de 2012, no Estado de Piauí, e atualmente corre para conseguir as cerca de 490 mil assinaturas necessárias para a obtenção do registro, exigido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com os dados fornecidos pelos representantes do PCL, um número superior a 300 mil assinaturas já teriam sido coletadas em 25 capitais, além do Distrito Federal.

Em Manaus, conforme a diretoria do PCL será necessária a validação de 7.654 assinaturas. “Começamos a trabalhar na coleta na última segunda-feira e já temos cerca de 2000 apoiadores, na maioria evangélicos”, frisou Osésa Rodrigues.

O PLC começa a se inserir no cenário político, por meio da comunidade evangélica, que segundo dados divulgados em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), somavam 42,3 milhões de pessoas, e seguindo os passos da Frente Parlamentar Evangélica, que é contrária ao casamento homoafetivo, aborto (com exceção para os casos de gravidez ocasionada por estupro), e redução da maioridade penal.

Estudo para levantar os problemas

O representante estadual da nova sigla, Fernando Batista Filho, destacou que os maiores problemas enfrentados pela população do Estado, em especial a residente na capital, já estão sendo levantados, para dar suporte ao discurso e aos projetos que serão defendidos pela legenda que está em formação.

De acordo com ele, projetos para o trânsito, transporte coletivo, infraestrutura serão elaborados a curto e médio prazo, por uma equipe técnica. “Esses e outros problemas serão avaliados, queremos expor à população projetos que melhorem sua vida não só no papel, mas também na prática. Para isso convidamos os evangélicos e os cristãos de outras religiões para participar desse desafio”, disse.

Se quiser lançar candidato na eleição de 2014, o PLC tem que obter o registro até 5 de outubro deste ano.

Partido é contra união homoafetiva

O presidente da Executiva Nacional do PCL, pastor Oséas Rodrigues, explicou que, a legenda propõe o respeito à manutenção dos Direitos Constitucionais, e que por isso se coloca contra a união entre homossexuais. “A Constituição trata a família citando a união entre homens e mulheres, então respeitamos o que está lá. A Constituição dá as mulheres violentadas o direito de interromper a gravidez, caso venham a gerar um filho de que as estuprou, então respeitamos que está lá”, disse o dirigente do PLC.

Sobre a maioridade penal, Oséas Rodrigues, disse que para o PLC a redução não diminuirá os números de violência causados por menores de idade. Para ele, a solução está na revisão do Estatuto de Proteção à Criança e ao Adolescente (ECA), “que não permite mais que os pais corrijam os filhos”.

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