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Partidos com poucos filiados vão ter a oportunidade de crescer no cenário político do Amazonas

Entre os partidos que possuem menos de 500 filiados estão o PPL, o PCO, o PSTU, a Rede Sustentabilidade e o Partido Novo 28/01/2016 às 10:08
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Legendas com baixo número de filiados terão, nas próximas eleições, a oportunidade de crescer no cenário político estadual
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Com a extinção do financiamento privado no processo eleitoral, espera-se um equilíbrio maior nas campanhas políticas. De olho nesse período favorável, alguns partidos do Amazonas que possuem menor número de filiados têm trabalhado para mostrar força e conseguir maior representatividade nas eleições deste ano.

Entre os partidos que possuem menos de 500 filiados no Estado estão o Partido Pátria Livre (PPL), o Partido da Causa Operária (PCO), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), Rede Sustentabilidade (Rede) e o Partido Novo (Novo). Pela militância ínfima, o Partido Novo e o PCO não possuem comissões em vigência no Amazonas, bem como representantes oficiais.

A Rede Sustentabilidade é um dos partidos mais “jovens” em vigência no Estado. Oficializado em 11 de outubro de 2015, a Rede pretende lançar como pré-candidato a prefeito o deputado estadual Luiz Castro. Embora o TSE aponte que a sigla possua apenas 23 eleitores filiados, o porta-voz da Rede, Júnior Brasil, defende que o número é maior e chega a 250.

“O partido faz algumas averiguações no sentido de apurar para saber se a pessoa não tem problema com ficha suja. Só depois disso efetivamos a filiação mediante a Justiça Eleitoral. De certa maneira isso explica a quantidade menor de filiados”, disse o porta-voz.

Júnior Brasil ressalta que o objetivo da Rede, que é eleger pelo menos dois vereadores nas eleições municipais deste ano, será alcançado com o fim do financiamento privado de campanha. Ele acredita que o patrocínio “desequilibrava” o pleito.

“Quem vai sentir essa mudança serão aqueles candidatos que ganham a eleição na base da estrutura financeira. De modo geral, o financiamento apenas por pessoa física, no nosso entendimento é um avanço. Empresa não vota, quem vota é o cidadão”, declarou ele.

PPL

Figurando entre um dos menores grupos, a vigência do PPL se encerrou em novembro do ano passado. De acordo com o presidente regional da sigla, José Ribamar Aníbal, a situação deve ser regularizada junto ao TSE até o fim deste mês. Enquanto isso, a bandeira contra a corrupção do PPL tem sido trabalhada.

Prova disso, segundo Aníbal, tem sido o aumento da procura pelo partido. “Está sendo muito procurado por candidatos de porte médio, com até três mil votos. Em um partido grande só serviriam pra eleger os outros. Já num partido como o nosso, não”.

Segundo Aníbal, a legenda está articulando apoio ao pré-candidato Artur Neto, no entanto, terá como objetivo eleger dois vereadores nas eleições municipais.

O parlamentar também acredita que o fim do financiamento trará mais chances aos partidos menores. “O nosso partido defende isso (fim do financiamento). Esse financiamento gera posteriormente às eleições uma dívida. O político acaba ficando na mão de quem financiou a campanha. É natural. Se uma empresa financia qualquer candidato vai querer que ele defenda interesses da empresa. Nós do PPL temos a convicção de que essa medida vai diminuir sim esse processo de corrupção que está aí”, afirmou.

PMB tem um homem no comando

Desconhecido até na lista de partidos do Amazonas controlada pelo TSE, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) é presidido por Charles Oliveira. Apenas o Rio de Janeiro e o Amazonas possuem homens no cargo de presidentes da sigla, que traz como principal bandeira a igualdade entre os gêneros.

Otimista com o fim do financiamento privado de campanhas, Charles afirma que o PMB pretende lançar uma chapa própria sem a presença de qualquer político que tenha cumprido mandato. Ele destaca a relevância do partido no Amazonas. “Oficialmente não constamos no TSE porque a lista está desatualizada, mas estamos numa média de 200 a 300 pessoas trabalhando em prol do PMB em Manaus”.

Ainda segundo ele, o fim do financiamento privado de campanha não fará diferença no pleito, mas sim a “força” dos membros do partido. “Vamos sair puro sangue nessa eleição. É uma coisa difícil? É, mas não impossível”, disse.

Blog

Herbert Amazonas, presidente do PSTU no amazonas

“Nós somos contra isso aí, mas, infelizmente o problema que o País passa hoje na questão da corrupção, onde grandes corporações financiam candidaturas, vai continuar acontecendo. Isso é um problema do capitalismo. Se não for dessa forma, eles arranjam outro jeito, como o caixa 2. Eles arranjam várias maneiras para financiar a candidatura. Isso não vai conter de maneira nenhuma deles burlarem a lei para poder fazer uma grande ilusão nos processos eleitorais, como Festival de Ciranda, festival de futebol, de investimento em Boi. A eleição não se dá naquele processo de três meses, a eleição vai se dando agora. Falo pelo PSTU , pois nunca recebemos dinheiro de empresa e Governo para campanha. Espero que a lei seja cumprida.”

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