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Cotidiano
Consumidor

Empresas medeiam conflitos de passageiros e companhias aéreas para facilitar indenização

Alternativa para quem passou por problemas durante uma viagem e quer fugir dos trâmites e burocracias judiciais é recorrer a empresas especializadas 24/06/2018 às 11:15 - Atualizado em 24/06/2018 às 21:52
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Empresas devem comunicar aos passageiro até 72h antes sobre alterações no voo. Foto: Agência Brasil.
Rebeca Beatriz Manaus (AM)

Extravio de bagagem, atraso ou cancelamento de voo são situações pelas quais nenhum passageiro deseja passar. Mas o que alguns não sabem é que em casos como esses, o cliente tem direito a receber uma indenização da companhia aérea.

Uma alternativa para quem passou por problemas durante uma viagem e quer fugir dos trâmites e burocracias judiciais é recorrer a empresas especializadas no assunto, que atuam como mediadoras entre o passageiro e a companhia aérea no pedido de compensação financeira.

Fundada em 2013, na Dinamarca, a Airhelp já atuou em 5 milhões de processos de compensação aérea em todo o mundo, como explica o analista de marketing que representa a empresa no Brasil, Denis da Silva.“Representamos o passageiro frente à companhia aérea para que seja feita uma compensação em dinheiro”, explica.

Essa compensação pode chegar a € 700 (euros), o equivalente a mais de R$ 3 mil. Para voos em território nacional, a Liberfly é uma das empresas que oferecem o tipo de serviço. Segundo o diretor de atendimento ao cliente da empresa, Gabriel Zanette, para cada situação, há um processo específico. “Cada situação gera um dano diferente. O valor médio das compensações são entre R$ 1 mil a R$ 3 mil”, afirma.

Também é importante que o consumidor registre uma reclamação formal no Programa de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon) e na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

“Dor de Cabeça”

A jornalista Andresa Rabelo conta que em setembro de 2016 iria viajar de Belém para Manaus, mas o voo foi antecipado em uma hora. Ela afirma que não foi notificada sobre a mudança, e por esse motivo não conseguiu chegar a tempo do embarque. “Sem dinheiro para bancar os custos de hospedagem, tive que passar a noite no aeroporto e ficar na cidade por mais dois dias. Me senti lesada”, conta.

O advogado especialista em Direito Civil Anneson Frank Paulino de Souza explica o que a Lei determina em casos como o de Andresa. “A companhia aérea deve fornecer toda a assistência material que o consumidor lesado necessitar, como estadia, alimentação e afins. As indenizações em situações como essas podem variar de R$ 3,5 mil R$ 10 mil”, revela.

Direitos do Passageiro

De acordo com a Anac, a empresa deve comunicar ao passageiro até 72 horas antes as alterações no voo. Caso essa informação não seja repassada a tempo para o cliente, a companhia aérea deve oferecer reembolso integral e reacomodação do passageiro.

Em caso de extravio de bagagem, após ser notificada, a empresa deve restituir o passageiro. Se a bagagem não for devolvida no prazo de 7 dias em voos domésticos e 21 dias em voos internacionais, o passageiro também recebe indenização.

 Alteração de voo

Se o atraso for superior a 4 horas ou houver cancelamento de voo ou preterição de embarque, a empresa aérea deverá oferecer ao passageiro, além da assistência material, opções de reacomodação ou reembolso

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