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Cotidiano
decisão sai no começo da noite

PDT analisa expulsão de Hissa Abrahão nesta segunda-feira (30)

O deputado havia marcado uma entrevista coletiva às 15h, na sede do PDT, em Manaus, mas suspendeu por conta da mudança na pauta da reunião no RJ. Ele só falará sobre a sua situação partidária após o julgamento da sigla 30/05/2016 às 17:08 - Atualizado em 31/05/2016 às 21:01
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Hissa recebendo das mãos de Lupi o estatuto do PDT, quando assinou a ficha de filiação da sigla e assumiu a direção estadual do partido em 17 de março de 2015. Foto: Edevaldo Pereira da Silva
Antônio Paulo Brasília (DF)

O Diretório Nacional do PDT está reunido desde às 10h30 desta segunda feira (30), no Rio de Janeiro, para analisar, discutir e votar os pareceres dos integrantes da Comissão de Ética nos processos disciplinares contra seis deputados federais, dois senadores e os órgãos partidários que se posicionaram a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff por terem descumprido determinação da Executiva Nacional e Diretório Nacional do PDT que fecharam questão contra o afastamento de Dilma.

Entre os parlamentares pedetistas está o deputado federal Hissa Abrahão, do Amazonas. Também correm o risco de serem expulsos do PDT os deputados Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG), Mário Heringer (MG), Giovani Cherini (RS), Sérgio Vidigal (ES) e os senadores Acir Gurgacz (RO) e Lasier Martins (RS).

A apreciação dos pareceres da Comissão de Ética Nacional sobre as decisões e desdobramentos nos processos disciplinares contra deputados federais, senadores e órgãos partidários era o primeiro item da pauta da reunião do Diretório Nacional, mas, o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, logo no início da sessão, propôs a inversão dos debates e o julgamento dos parlamentares “desobedientes” será o último item da pauta da reunião. A previsão é que se conheça o resultado por volta das 20h (19h em Manaus).

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Ética, Marcos Ribeiro, mesmo que Hissa e os demais colegas de partido sejam expulsos, eles poderão recorrer à ultima instância partidária, a Convenção Nacional do PDT. Um membro do Diretório Nacional, que pediu para não ter o nome divulgado, acredita que a decisão final do partido será pela expulsão dos deputados e senadores que desobedeceram à deliberação da Executiva.

Hissa tem esperança

O deputado Hissa Abrahão havia marcado uma entrevista coletiva às 15h, na sede do PDT, em Manaus, mas suspendeu por conta da mudança na pauta da reunião no Rio de Janeiro. Por meio da assessoria, Hissa Abrahão (PDT-AM) informou que não vai se pronunciar sobre o caso da expulsão em respeito ao processo administrativo no Conselho de Ética do partido. Ele só falará sobre a sua situação partidária após o julgamento.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afastou todos os parlamentares que apoiaram o impeachment da presidente Dilma Rousseff, dos cargos da executiva regional em seus respectivos Estados. A medida foi tomada para que cada deputado se defendesse no Conselho de Ética de forma isenta e imparcial.

Assessores próximos ao parlamentar informam que Hissa tem esperanças de que a direção do PDT acolha os argumentos apresentados no Conselho de Ética. O deputado, que fez a defesa por escrito e presencial, argumenta que estava somente há 30 dias no PDT, quando a direção nacional encaminhou voto “não” ao impeachment de Dilma Rousseff. Ele havia saído do PPS, um dos principais partidos que defenderam e articularam do afastamento da presidente. Hissa também tem dito que ficou 16 anos na oposição ao governo do PT e não tinha condições políticas de votar contra o impeachment, seguindo a orientação do PDT nacional.

Hissa Abrahão filiou-se ao PDT em março após desgaste no PPS, partido pelo qual se lançou na política. Ele tinha planos de lançar candidatura pelo partido à Prefeitura de Manaus. Mas o projeto poderá ser engavetado caso se confirme a expulsão no processo que corre no Conselho de Ética do partido por ter descumprido orientação do partido.

Ordem do dia

Além da expulsão dos deputados e senadores “infiéis”, os integrantes do Diretório Nacional do PDT estão discutindo, no Rio, a seguinte ordem do dia: avaliação do posicionamento do partido em um possível governo PMDB/Temer e aprovação da proposta de resolução nacional para regulamentar os compromissos partidários dos candidatos aos cargos eletivos de prefeito, vice-prefeito e vereador nas eleições municipais deste ano.

Declarações

O relator do processo administrativo, Marcos Ribeiro, defendeu a permanência de Hissa na sigla pedetista. “O deputado Hissa estava no PDT há menos de 30 dias, no dia da votação. Ele não tinha participado das reuniões que decidiram o voto contra o impeachment. Temos que ressaltar que o voto aqui no Conselho de Ética é político, uma vez que, a menor pena é a suspensão pelos 40 dias”, disse.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, também, defendeu a permanência do deputado Hissa no partido político durante o julgamento. “A situação do deputado Hissa era a mais delicada. Em 30 dias, ele organizou todo o partido na capital e no interior do Amazonas. Ele é uma das nossas apostas no Brasil para a disputa da prefeitura”, frisou.

Para o deputado Hissa, a decisão dos membros foi a mais sensata possível. Hissa ressaltou que a partir de agora a caminhada rumo à Prefeitura de Manaus será mais intensa. “Eu só tenho a agradecer aos meus companheiros do PDT, na pessoa do presidente Carlos Lupi, que defendeu nossa permanência no partido. Ao nosso presidente estadual Stones Machado e a todos os companheiros do Amazonas que foram nos defender. Tivemos a defesa, também, do nosso líder de bancada na Câmara, deputado Weverton Rocha, e do relator Marcos Ribeiro. Só tenho a agradecer pela confiança”, comemorou o parlamentar, que ressaltou que a partir desta terça-feira (31), a família do PDT no Amazonas estará nas ruas para vencer as eleições em Manaus.

“Tentaram, de toda forma, nos prejudicar junto ao PDT Nacional, no intuito de nos tirar da disputa pela prefeitura. O PDT é muito maior que tudo isso. A confiança do PDT nacional pela continuação do nosso projeto é a grande prova de que o PDT no Amazonas não vem mais para ser coadjuvante e nem pra servir de trampolim pra mais ninguém nas eleições. Nosso projeto para Manaus não é brincadeira e ninguém vai impedir o nosso partido de avançar”, completou.

*Atualizada com informações da assessoria

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