Domingo, 16 de Junho de 2019
PLANOS

PDT quer Hissa como candidato a prefeito de Manaus em 2020

Em convenção municipal, partido definiu planos para atingir a meta de cinco vereadores na Câmara Municipal de Manaus e Hissa descarta participação de Amazonino no processo



WhatsApp_Image_2019-05-19_at_16.20.02_8508AF57-0EE6-4E2D-AB0E-4EDC5DFF5AB8.jpeg (Foto: Emerson Olliver / Divulgação)
19/05/2019 às 19:20

A convenção municipal do Partido Democrático dos Trabalhadores (PDT) definiu, no último sábado, os planos estratégicos para as eleições de 2020. A meta da comissão interna é quintuplicar o número de vereadores no Parlamento de Manaus. Para líder do Executivo Municipal, Hissa Abrahão é o atual nome preferido da legenda.

O pedetista também é o atual presidente estadual do partido, e Manaus, ele disse, foi a primeira cidade a reunir os diretórios e executivos visando o início da busca de votos para o ano que vem. Por ser um partido ideológico de massa, Hissa disse que a instrução é o engajamento do maior número de minorias para a sigla se popularizar no Estado.

“Vamos dividir por calhas para massificar a nossa bandeira em todo o Amazonas e deixar um responsável para reconstruir o nosso nome em cada diretório. Em ao menos 35 municípios queremos ter candidatura própria [para prefeito e/ou vereador]. É uma meta ousada, mas mesmo em caso de não vencermos, formamos a base partidária para lançar o Ciro [Gomes] nas eleições de 2022, que é o propósito maior”, explicou.

Sobre o apoio do ex-governador Amazonino Mendes (PDT), o presidente estadual da sigla disse que não pretende usar o nome dele na campanha eleitoral. “O presidente nacional do partido foi bem cortês com ele... Ele não participa da vida partidária. Só usa o partido quando precisa. Não vamos usar o apoio dele”, enfatizou.

Planos para vereadores

Frente ao impedimento de organizar chapas em coligações com outros partidos, pela Emenda Constitucional nº 97, o plano para conquistar o quociente eleitoral nas Câmaras Municipais é usar as 62 candidaturas disponíveis para cada sigla, no alvo de bater 2 mil votos, no mínimo. Assim, em caso de sucesso, o número de votos será o suficiente para conseguir cinco cadeiras, aproximadamente – sendo 25 mil votos o mínimo para um vereador eleger-se.

O deputado estadual Adjuto Afonso (PDT), único representante da legenda na Assembleia Legislativa, irá usar sua influência na Calha do Purus para colocar o plano em prática, além de municípios como Itacoatiara, Manacapuru e Coari. Em Manaus, o único vereador Diego Afonso pelo PDT, vai usar a causa dos micro e pequenos empreendedores para tentar a reeleição. “Não existe outra saída econômica que seja rápida para a cidade, a não ser fortalecer esse movimento”, declarou.

Sem um “campeão de votos”, como Hissa classificou, os vários representantes de movimentos sociais serão a alternativa para dar sustentabilidade à chapa proporcional. O presidente da Juventude Socialista da sigla, Mauro Thiago, relatou que a adesão dos jovens nas periferias e universidades públicas à ideologia tem sido cada vez maior. 

“Procuramos enraizar esse movimento nos bairros e escolas da periferia. Já estamos presentes de 27 municípios. As pessoas demonizam o socialismo, mas ele nada mais é que o direito igual a todos. Um governo que joga os professores contra a sociedade, não está preparado para nos representar”, declarou.

O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (SindMetal), Afrânio Barão, também estava presente e comentou que “a classe está ameaçada”. De acordo com ele, dados da entidade indicam que houve uma queda no número de operários do Polo Industrial de Manaus (PIM) do período de 2014 para cá. “Ainda tem muita coisa para acontecer. Estamos preocupados com os atropelos do atual governo e vamos realinhar a categoria para encorpar a opinião de que a reforma da Previdência é prejudicial”, afirmou.

 

Repórter de A Crítica

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