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Peixe jaraqui pode ser consumido sem quaisquer restrições nos próximos meses no Amazonas

Período de proteção da espécie, quando a pesca é proibida, só deve começar a valer em 2015, após decisão do Conselho Estadual de Meio Ambiente do AM (Cemaam) 08/11/2014 às 09:32
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Feirantes comemoram a medida
perla soares Manaus (AM)

Para a alegria dos amazonenses e de muitos peixeiros, o tradicional jaraqui (Semaprochilodus spp), uma das espécies de peixes mais populares do Amazonas, vai poder ser consumido normalmente pela população nos próximos meses, sem quaisquer restrições na captura e no consumo.

O Conselho Estadual de Meio Ambiente do Amazonas (Cemaam) decidiu, por unanimidade, adiar para 2015 o período do defeso do jaraqui. A reunião do conselho aconteceu na última quinta-feira, no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no Distrito Industrial, com a participação de 42 conselheiros e mais de 200 pescadores e os representantes do setor pesqueiro do Amazonas.

Medida é aprovada pelos feirantes

A determinação do Conselho altera a Resolução/Cemaam nº 18, de 16 de setembro de 2014, que previa o período do defeso da espécie entre 15 de novembro deste ano e 15 de março de 2015. Com a alteração na resolução, ficou decidido que somente as espécies do carapari (Pseudoplatystoma) e surubim (Pseudoplatystoma Fasciatum) vão entrar nesse período do defeso.

Segundo a secretária de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), Kamila Botelho do Amaral, o jaraqui ainda não tem data para entrar no defeso, pois ainda será discutido com grupo técnico, pesquisadores e junto com os pescadores. “Eles (pescadores) defendem que o defeso deveria iniciar no dia 1º de outubro, que é quando o peixe começa a reproduzir. Depois de entramos em um acordo vamos decidir uma data para o defeso do jaraqui. Por enquanto, a medida agradou peixeiros e feirantes”, disse.


Kamila Botelho destacou que o adiamento da proteção do jaraqui vai servir para consolidar o defeso com os interesses dos pescadores e da população amazonense.

“Conseguimos rever a resolução que trata do defeso do jaraqui, surubim e carapari, ouvindo o setor pesqueiro e os conselheiros. Dessa forma, o setor terá mais tempo para se organizar e manter a precaução em defesa do meio ambiente. Vale ressaltar também que o setor pesqueiro precisa participar ativamente da organização para mantermos os estoques pesqueiros e garantir o peixe na mesa dos amazonenses. Mas a medida também agradou muito os feirantes”, enfatizou a secretária.

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