Sábado, 07 de Dezembro de 2019
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Pelo menos 300 famílias são retiradas de terreno em reintegração de posse

Mais de 200 policiais participaram da reintegração em uma área que mede 118 mil m², localizada próximo ao conjunto Viver Melhor, no Santa Etelvina



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03/06/2013 às 14:06

Na manhã desta segunda-feira (3), pelo menos 300 famílias foram retiradas de um terreno na Zona Norte de Manaus, conhecida como 'Comunidade Nobre', em uma reintegração de posse. Esta é a quarta vez que os moradores são retirados do mesmo terreno, de acordo com o oficial de Justiça responsável pelo cumprimento da decisão judicial, Joel Silva.

De acordo com o coronel Aroldo Ribeiro, cerca de 260 policiais militares do Centro de Policiamento Especial (CPE) participaram da reintegração em uma área que mede 118 mil m², localizada próximo ao conjunto Viver Melhor, no Santa Etelvina.  A ação teve apoio da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), Força Tática, Batalhão de Choque, Canil da Polícia Militar, além de 40 servidores da Polícia Civil do Amazonas.



Na ocasião, duas pessoas acabaram presas por desacato aos policiais que faziam a retirada das família. Uma mulher e um homem, que não tiveram os nomes revelados pela polícia, foram levados ao 26 Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foram autuados.

A reintegração foi realizada em cumprimento ao mandado expedido pelo juiz Rosselbberto Himenes da 7ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho no dia 13 de dezembro de 2012 e segundo o oficial de justiça Joel Silva, esta é a quarta retirada dos invasores feitos na área e foi solicitado o apoio policial após solicitação na justiça do proprietário Antônio Aluízio Bezerra Filho.

A invasão no local aconteceu no dia 28 de outubro do ano passado e a primeira reintegração aocnteceu no mês de fevereiro deste ano. De acordo com o morador Raimundo Gomes, ele, a esposa e os cinco filhos moravam na comunidade há cerca de um mês 

"Eu morava alugado em um quarto no Jorge Teixeira e soube da invasão. Algumas pessoas pagaram pelo terreno, mas eu não tinha onde morar e nem como pagar, então vim para cá buscando um local para morar com a minha família. Estou muito triste, mas a vida continua e não sei como viverei com a minha mulher e os meus filhos", declarou emocionado.

Raimundo, que é deficiente e possui sequelas no olho direito após um acidente, relatou que já se inscreveu em projetos habitacionais, mas não foi selecionado para receber uma moradia. Agora o morador pretende retornar para o município de Eirunepé, localizado a 1.160 quilômetros em linha reta de Manaus.

De acordo com a polícia, algumas famílias informaram que pagaram entre R$ 1 mil e R$ 2 mil por lote aos líderes da invasão identificados como 'Antônio' e 'Clara'. A Polícia Militar deve continuar na área até que todos os moradores sejam retirados e os barracos derrubados, impedindo que os invasores retornem para o local.


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