Sábado, 19 de Outubro de 2019
JULHO VERDE

Pelo menos 50 cirurgias de câncer de cabeça e pescoço são realizadas por mês na FCecon

Há três anos os estados brasileiros trabalham, simultaneamente, a campanha ‘Julho Verde’, alusiva à prevenção do câncer de cabeça e pescoço



sdfsdf.JPG (Foto: Divulgação/Assessoria)
18/07/2017 às 14:10

A cirurgia de cabeça e pescoço é considerada um dos principais métodos de tratamento contra o câncer nessa região do corpo humano. Ela compõe o que especialistas chamam ‘tripé oncológico terapêutico’. Na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade de referência em cancerologia na Amazônia Ocidental, são realizados, em média, 55 procedimentos com abordagens convencionais e minimamente invasivas ao mês, para tratar pacientes de ambos os sexos, com neoplasias malignas localizadas na boca, face, garganta, tireoide, faringe e laringe, explicou o cirurgião Felipe Jezini, especialista na área.

Há três anos os estados brasileiros trabalham, simultaneamente, a campanha ‘Julho Verde’, alusiva à prevenção do câncer de cabeça e pescoço, um dos tipos da doença de maior demanda na FCecon. Para atender aos pacientes locais e de estados e países vizinhos, a unidade de saúde conta com uma equipe especializada de nove cirurgiões de cabeça e pescoço e dois médicos residentes.



Jezini destaca que, assim como os demais tipos de neoplasias, quanto mais cedo for diagnosticado o câncer de cabeça e pescoço, maiores são as chances de cura. “É preciso lembrar que a prevenção é uma grande aliada no combate a esse tipo de câncer, que está diretamente associado a fatores de risco como o tabagismo, o alcoolismo, à ausência de higiene bucal e, em alguns casos mais específicos, à presença do HPV (Papiloma Vírus Humano)”, destacou.

A associação do tabagismo ao alcoolismo com frequência, potencializa o aparecimento de diversas neoplasias, em especial, às de boca e garganta, comuns em ambos os sexos, mas mais prevalentes nos homens. Já o câncer de tireoide, explica o especialista, é mais incidente entre as mulheres e está relacionado a fatores genéticos e hormonais.

Os sintomas das neoplasias malignas de cabeça e pescoço podem se manifestar na boca, nos seios paranasais, no nariz ou na garganta. Entre eles, estão feridas ou nódulos que não cicatrizam, dor de garganta persistente, dificuldade para engolir e mudanças na voz.

Cirurgia

O tripé oncológico é composto por três modalidades de tratamento: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. No caso do câncer de cabeça e pescoço, quando diagnosticado no estágio inicial, a terapia adotada pode ser apenas a cirúrgica. “Mas isso dependerá da situação clínica do paciente e também do estadiamento (extensão) da doença. Esses são fatores determinantes para a escolha da conduta terapêutica”, destacou Felipe Jezini.

Em casos mais avançados, a associação das três modalidades pode gerar resultados mais satisfatórios para a cura do paciente. Outra metodologia bastante utilizada, em especial no tratamento do câncer de tireoide em estágio intermediário, é a iodoterapia. Trata-se da utilização por via oral de iodo radioativo, que ataca diretamente as células cancerígenas e provoca poucos efeitos colaterais.

“O tratamento do câncer de cabeça e pescoço tem evoluído com o passar dos anos, com a apresentação de novas técnicas cirúrgicas e a adoção de novos protocolos que aumentam a eficácia terapêutica. Mas, é importante ressaltar que, a principal orientação hoje à população, é adoção de hábitos de vida saudáveis e a visita a especialistas, anualmente, para a realização de um onco-check-up, que além de ajudar na prevenção, também pode salvar vidas através de eventuais diagnósticos precoces”, concluiu.

*Com informações da assessoria de comunicação.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.