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Pequenos empresários driblam a crise econômica

Na contramão da crise, segmentos menores do PIM se destacam com bons índices de faturamento 24/10/2015 às 15:10
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O diretor da Portela Woods, Juscelino Portela, apostou em produtos diversos como o kit residencial de madeira
juliana geraldo ---

A indústria amazonense vive uma fase desafiadora. De acordo com os dados mais atualizados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), entre janeiro e agosto deste ano, os setores mais significativos em termos de faturamento amargaram resultados negativos, como é o caso do setor de eletroeletrônicos (-18,17%) e de bens de informática (-13,74%).

A boa notícia é que “pequenos’ segmentos, ou seja, aqueles menos representativos em termos de volume de faturamento, têm surpreendido e driblado a crise econômica apresentando resultados que indicam expansão em meio à turbulência.

É o caso das indústrias de produtos alimentícios, que até agosto lucraram R$ 165,28 milhões , 5,77% a mais em relação ao mesmo período do ano passado. Uma das indústrias dessa categoria é a fabricante de sorvetes e picolés Glacial. O diretor da empresa, José antônio Loio, conta que assim como outras empresas do setor, a Glacial apostou em inovações e no forte verão para tentar passar pela crise sem grandes impactos. “Investimos forte em equipamentos para a produção de paletas mexicanas - picolés gourmet -. Elas foram nosso carro-chefe e , vendidas a um preço popular (R$ 5 ) e garantiram um aumento de 25% no faturamento”, conta.

Porém, segundo Loio, com a chegada das chuvas, o movimento tem diminuído e novas estratégias precisam ser adotadas. “Já nos preparamos para lançar outras novidades com um food truck e uma nova loja. O empresário que quer se manter no negócio deve continuar investindo, mesmo durante uma crise”, opina.

Diversificação Quem também apostou na diversificação para expulsar a instabilidade econômica foi a Portela Woods. A empresa faz parte do segmento madeireiro, que entre janeiro e agosto deste ano já faturou R$ 35,20 milhões, 3,94% a mais na comparação com 2014.

O diretor comercial da empresa, Juscelino Portela, explica que a recuperação do setor se dá em função de uma viabilidade para a exportação que se criou pela alta do dólar. “Não é um crescimento de demanda, mas o dólar alto nos favoreceu em países como China e Estados Unidos”, afirma.

No caso da empresa ainda estão sendo feitos os preparativos para a retomada das exportações após cinco anos. A previsão é para 2016. Já para aquecer o mercado local, a aposta tem sido o lançamento de novos produtos como móveis modulados, pisos para deques, palets e até casas, tudo com madeiras nobres como ipê e maçaranduba”, relaciona o executivo.

Segundo ele, foram estas ações somadas a investimentos em mídia, equipe de venda e trabalho de preço que permitiu à empresa alcançar 5% de incremento este ano. “Acreditamos que são ações como essa e mais foco nas exportações que vão nos permitir passar por essa turbulência com equilíbrio no próximo ano”, argumenta.

Estratégias que deram certo

Com crescimento de 29,37%, o setor de vestuário e calçado também se mantém longe da crise. Pelo menos é o que atesta o diretor presidente da fábrica de roupas profissionais Bicho da Seda, Luiz Barreto Rocha, que já anotou um incremento de 53,32% no faturamento até setembro deste ano. “Sabemos que o resultado é atípico. Porém não foi fácil. Para atravessar este período tivemos que realizar reduções de preços e margens, além de revisar a estrutura de custos, especialmente fixos e de pessoal. Nossa meta é termos um 2015 de resultados financeiros melhores que 2014, não apenas melhores em faturamento”, projeta .

Segundo ele, ao perceber a intensificação da instabilidade econômica, foi dado um passo fundamental: a revisão da estratégia da empresa. “Adotamos três abordagens estratégicas, uma para pequenas empresas de Manaus, outra para grandes demandas nacionais e uma terceira para exportação de produtos de segurança e proteção com maior tecnologia”, detalha.

Para o empresário, essas medidas vão garantir bons números e uma possível contratação de novos profissionais no início de 2016.

Serviços

Glacial

Loja 1: Rua Major Gabriel, P.14

Tel:3233-7871

Web: www.glacial.com.br

Portela Woods

End: Av. Max Teixeira, Flores

Tel:3651-6396

web: www.portelawoods.com.br

Bicho da seda

End: Av. São Jorge

Tel: 3671-7521
web:roupaprofisfsional.com.br


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