Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
AUMENTO

Perícias em ocorrências de crimes ambientais cresceram 32,1% em 2018, diz SSP

Nos anos de 2015, 2016 e 2017 a média de perícias era de 280 ocorrências. Neste ano, até 31 de novembro, houve 370 perícias



wedwedd_E14C77BA-6512-4E28-8717-A8BBF6E21181.JPG Foto: Divulgação
07/12/2018 às 16:23

Entre janeiro e novembro de 2018, houve um aumento de 32,1% no número perícias em ocorrências de crimes ambientais atendidas pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) na Região Metropolitana de Manaus. Nos anos de 2015, 2016 e 2017 a média de perícias era de 280 ocorrências. Neste ano, até 31 de novembro, houve 370 perícias.

Os dados foram divulgados pela perita Laura Bernardes, do setor de crimes ambientais do Instituto de Criminalística do DPTC, durante participação no 2º Curso de Perícia em Tráfico de Animais Silvestres da Polícia Federal, realizado por peritos da Polícia Federal em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). O evento discute Identificação de Fauna Amazônica, começou no dia 3 de dezembro e termina nesta sexta-feira (07/12).



“Nossa média de atendimento de ocorrências por ano, de crime ambiental, é de 280. Esse ano, até o dia 31 de novembro, que foi o nosso último levantamento, nós já estamos em 370 ocorrências de crimes ambientais. A nossa participação nessa capacitação é fundamental porque identificar espécie é extremamente importante, tendo em vista que algumas são ameaçadas de extinção e isso tem um agravante de pena. Quando o juiz for atribuir a pena isso pode ajudá-lo, para que a pena seja pelo menos mais justa em relação ao dano ambiental”, disse Bernardes.

A também perita criminal do DPTC, Elisandra Assunção, ressaltou a importância da participação no curso. “Como aqui a gente tem um ambiente muito rico em espécies, tanto na fauna quanto da flora, a necessidade de reciclagem é constante. Aqui nesse curso estamos aprendendo, por exemplo, que animais que a gente conhecia com um nome científico há dois anos mudou de nome porque os estudos foram se aprimorando e eles conseguiram identificar que aquela determinada espécie não depende daquele grupo”, destacou Elisandra.

Programação

Durante a programação foram abordados temas como identificação de peixes, aves, mamíferos, répteis e anfíbios amazônicos no contexto de tráfico de animais e caça ilegal, investigação de crimes contra a fauna, fiscalização ambiental, dentre outros. 

“O objetivo é aumentar a qualificação técnica no que tange aos crimes ambientais. É um tipo de crime muito importante de ser combatido no contexto Amazônico. A PF sempre faz questão de utilizar esses eventos para estreitar parcerias com outros órgãos públicos e instituições parcerias. Aqui no Amazonas a gente considerou crucial estreitar esses lanços com o DPTC”, acrescentou Rodrigo Mayrink, Perito Criminal da Polícia Federal e coordenador do evento.


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