Publicidade
Cotidiano
Notícias

Peritos criminais do Amazonas paralisam atividades nesta segunda-feira (3)

Desde 2014 os peritos solicitam do governo do estado que a categoria também passe pelo processo de reestruturação no qual toda a Polícia Civil do Amazonas (PC-Am) recebeu 05/08/2015 às 11:20
Show 1
A paralisação durou em média duas horas em frente ao IML
Isabelle valois ---

Peritos criminalistas do Amazonas realizaram na manhã de hoje (3) uma paralisação de advertência em frente ao Instituto Médico Legal (IML), localizado na Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. A paralisação durou em média duas horas e neste meio tempo houve um homicídio na cidade e por causa do ato, a remoção teve um atraso além do que ocorre por causa da falta de estrutura em que se encontra a perícia criminalista.

Desde 2014 os peritos solicitam do governo do estado que a categoria também passe pelo processo de reestruturação no qual toda a Polícia Civil do Amazonas (PC-Am) recebeu. Sem um retorno, a categoria resolveu aderir ao indicativo de greve que permanece até a próxima sexta-feira (7).

Os peritos buscam melhorias salariais, estruturação de cargos e salários e ampliação do quadro de funcionários que hoje são 190 e a ONU e a ABC afirma que deveria ser necessário pelo menos 800.

Ao saber da possível paralisação da categoria, o secretário Evandro Melo reuniu com os peritos neste final de semana e negociou com a categoria, garantindo uma reestruturação que deve ser aprovada até a próxima quarta-feira (5) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). Caso não seja aprovado, os peritos irão cruzar os braços a partir da próxima sexta-feira.

O diretor do Sindicato dos Peritos do Amazonas, Ilton Soares, informou que caso a greve realmente ocorra, apenas 30% da estrutura pericial irá funcionar. "Estamos em situação precária para realizar as perícias dos crimes do estado. Quando vamos ao local do crime, precisamos retirar o material de coleta do próprio bolso, caso contrário, não há perícia, fora outros problemas que convivemos diariamente", detalhou.

Ilton contou que hoje, o IML não consegue realizar os exames de reconhecimento de cadáver por falta do material utilizado nos exames de DNA. "Os exames de DNA só são realizados quando realmente há algum suspeito no crime, fora isso, não temos como realizar, pois precisamos priorizar", reforçou.

Publicidade
Publicidade