Domingo, 19 de Maio de 2019
MANIFESTAÇÃO

Peritos reclamam de desvalorização e prometem parar IML na sexta (6)

Categoria pretende ter uma audiência com a presidente do STF, Carmen Lúcia, e reclama da falta de condições para desenvolver um bom trabalho



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Peritos fazem reivindicações de carreira para o Governo do Estado (Foto: Divulgação)
04/01/2017 às 18:09

Os peritos oficiais do Amazonas preparam duas mobilizações nessa semana para denunciar a desvalorização da categoria e as condições de trabalho no Estado, consideradas pela categoria como péssimas. Nesta quinta-feira (5), haverá uma ato na Bola da Sefaz, no Aleixo, com o intuito de tentar uma audiência com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, que estará em Manaus. Na sexta-feira (6), os peritos farão uma paralisação no Instituto Médico Legal (IML), onde diversos profissionais trabalham na identificação das vítimas do massacre nas unidades prisionais de Manaus. 

Na pauta dos peritos estão a inclusão imediata da classe dos Peritos Oficiais na Lei de Reestruturação Remuneratória da carreira da Polícia Civil nos moldes do Processo Judicial movido pela Associação de Peritos Oficiais do Amazonas (APOEAM), a destituição imediata dos diretores dos Institutos e do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) e eleição imediata dos novos dirigentes através de Listra Tríplice escolhidos pelos Peritos Oficiais, e a aplicação do Decreto Governamental com implantação da Lei de Reestruturação do órgão Pericial em todo o Estado.

Na mobilização desta quinta-feira, marcada para às 8h40, a intenção é forçar um diálogo com a ministra Carmen Lúcia e com representantes do Governo do Estado para cobrar melhorias na estrutura pericial, como a informatização da identificação Civil e Criminal, e a criação de uma Cadeia de Custódia no Estado, uma luta antiga da categoria. Durante o ato, o SINPOEAM pretende apresentar documentos com fotos que comprovam o sucateamento dos institutos no Amazonas.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (SINPOEAM), Fernanda Versiani, as ações são necessárias para que haja valorização da categoria, e para que sejam dadas condições de trabalho nos órgãos que compõem a estrutura pericial no Amazonas. Segundo ela, em 2017 os peritos chegam ao terceiro ano consecutivo sem reajuste salarial. “Nossa categoria só tem acumulado perdas nesse período. Ano após ano nos são retirados alguns direitos sociais. Na prática, nós somos a única classe da carreira da polícia civil com redução salarial”.

Fernanda explicou que a categoria está insatisfeita com a desvalorização da carreira por parte do governo, e com os constantes descumprimentos das promessas feitas pelo governador durante a campanha eleitoral. Ela alerta que, se a Polícia Civil aderir à paralisação proposta esta semana, o SINPOEAM também defenderá que os Peritos Oficiais cruzem os braços na luta por valorização e melhores condições de trabalho. 

Paralisação no IML

A outra mobilização está prevista para a sexta-feira, quando profissionais de todas as áreas da perícia cruzarão os braços e farão uma manifestação em frente ao Instituto Médico Legal (IML). No local, aliás, mais de 30 peritos trabalham no processo de reconhecimento e necropsia dos corpos. “Eles estão realizando um duro trabalho que vale a pena ser ressaltado. Os corpos chegaram em condições precárias. Além disso, as informações que vieram da penitenciária eram totalmente insuficientes para fazer esse reconhecimento”, disse. Fernanda também afirmou que outras necropsias que deveriam ser realizadas no IML foram deixadas de lado para que este trabalho seja feito.

*Com informações de assessoria de imprensa


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