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Cotidiano
MDIC

Permanência de Rebecca na Suframa depende de Michel Temer, diz ministro

Em Manaus, o ministro Marcos Pereira (MDIC) enfatizou que não estava sob pressão e que está disposto a colaborar para retirar o País da crise econômica que se encontra 16/07/2016 às 14:05 - Atualizado em 16/07/2016 às 14:16
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Temer esteve em Manaus em fevereiro deste ano para um encontro do PMDB. Rebecca participou o ato. Foto: Antônio Lima / Arquivo AC
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Depois de duas reuniões já realizadas neste ano, a 274ª reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) foi presidida pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, porém sem a presença da superintendente da Suframa, Rebecca Garcia. O superintendente em exercício, Marcelo Pereira, está à frente da autarquia desde segunda-feira (11), quando Rebecca entrou de licença para tratar de assuntos particulares por duas semanas.

O ministro Marcos Pereira disse que o perfil para estar à frente da superintendência é pragmático, proativo e célere. Quando questionado sobre a permanência de Rebecca no comando da Suframa, o ministro ressaltou que essa é uma decisão do presidente em exercício, Michel Temer. “O cargo é do presidente da República. A lei fala sobre isso, e o presidente me disse que vai manter a superintendente no cargo”, destacou.

Enfatizando que não estava na reunião sob pressão, o ministro disse que estava disposto a colaborar para retirar o País da crise econômica que se encontra. “Estou aqui na condição de alguém que está aqui disposto a dar uma contribuição para  tirar o Brasil da crise e fazer dele um País grande de novo e gerar empregos. Gerar empregos é o principal foco à frente do ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços”, salientou.

De acordo com o governador do Estado do Amazonas, José Melo (Pros), a vinda do ministro trouxe a expectativa de destravamento dos Processos Produtivos Básicos (PPBs) para produção de itens no Polo Industrial de Manaus (PIM). “Deu uma esperança, com alto grau de certeza, em um curto espaço de tempo, em que nós conseguimos destravar seis PPBs, que já foram aprovados e assinados. (...) Está na mesa do ministro, ele me disse que assinará o PPB de tablet, que também é muito importante para nós e agora nós vamos trabalhar para a lâmpada LED”, explicou Melo.

O segundo semestre de 2016 é visto por Marcos Pereira como recuperação da crise e avanço do país. “A economia já mostra os sinais de recuperação. A crise é baseada, sobretudo, na crise de confiança. Como nós temos hoje uma equipe econômica altamente capacitada, altamente referendada pelo mercado, então nós estamos otimistas com a confirmação do afastamento em definitivo da presidente a partir de agosto pelo Senado. A confiança seja plena e a gente possa avançar”, expôs.

CAS aprova investimentos de US$ 252 milhões

Nesta 274ª reunião do CAS foram aprovados 44 projetos industriais e de serviços, sendo nove de implantação e 36 de diversificação, ampliação e atualização. Os projetos estimam investimentos totais de US$ 252.473 milhões e fixos de US$ 83.844 milhões, bem como a geração de 820 postos de trabalho no Polo Industrial de Manaus, em até três anos. 

O projeto com maior investimento é o da Positivo Informática S.A, para a fabricação de terminal de captura de dados (transações comerciais), com investimento total de US$ 61,9 milhões. Os projetos tem o objetivo de reforçar os segmentos eletroeletrônico e alimentício.

Incentivo à cultura exportadora

O Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) foi lançado juntamente com o Programa Brasil Mais Produtivo, ambos do governo federal, durante a 274ª reunião do CAS.

De acordo com o coordenador do PNCE, Eduardo Weaver, um comitê gestor é implantado no Estado com o objetivo de planejar, executar e monitorar as ações do plano. O PNCE identifica as empresas com o potencial exportador e dá a oportunidade de agregá-las à base exportadora, gerando emprego e renda.

Proprietário da Só Hervas da Amazônia, José Cabral, se inscreveu no PNCE e contou que a exportação é a maneira de sobreviver à crise. “A exportação é uma grande sacada, o País está em crise e a alternativa é vender para o mundo. (...) Ganha o empresário, ganha o estado, o País e a população que produz a matéria-prima regional que é usada nos nossos produtos.”, ressaltou Cabral.

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