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Perto de se aposentar, Francisco Cruz volta ao MP-AM e assume coordenação de promotorias

Procurador teve uma breve passagem pelo Governo do Estado como secretário extraordinário de Relações Institucionais. Ele pretende sair do MP-AM em 2016 e advogar na área Direito Público 05/08/2015 às 16:41
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'Chicão', como é chamado pelos amigos, foi procurador geral de Justiça do Amazonas entre 2010 e 2014
Luciano Falbo Manaus (AM)

De volta ao Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o procurador Francisco Cruz assumiu hoje (5) a função de coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Especializadas na Proteção e Defesa do Meio Ambiente, Patrimônio Histórico e da Ordem Urbanística. O ato designação, assinado pelo procurador geral, Fábio Monteiro, foi publicado na edição de hoje do Diário Oficial do MP-AM.

Francisco Cruz foi, por quase quatro meses, secretário extraordinário de Relações Institucionais da administração de José Melo (Pros) no Governo do Estado. O ex-procurador geral era cotado para compor o governo antes mesmo da reeleição de José Melo. Ele foi convidado a assumir a Secretaria de Inteligência (Seai), mas o Conselho Superior do MP-AM vetou a nomeação dele por conta do mandato dele no colegiado.

O procurador foi anunciado como secretário extraordinário no último dia 20 de março. Na breve passagem pela pasta, Francisco Cruz promoveu um seminário com gestores públicos do Estado e sugeriu a criação de uma secretaria para gerenciar projetos. A exoneração de Cruz ocorreu no dia 16 de julho. Segundo o governo, a saída foi a pedido do próprio Francisco Cruz, que alegou motivos particulares.

Aposentadoria

Em julho de 2014, Francisco Cruz revelou para A CRÍTICA  que vai se aposentar em 2016. O procurador disse que pretende advogar na área de Direito Público. Cruz  terá 58 em 2016, 12 a menos do previsto para a aposentadoria compulsória (obrigatória), que é 70 anos.

“Foram quatro anos como procurador-geral. Foi um período muito intenso, cansativo. Vou para a iniciativa privada, um novo desafio, um recomeço. Vou ver ainda como será. Pode ser uma parceria com algum escritório de Brasília. É uma coisa que está se construindo, mas a minha decisão é que em 2016 deixo o Ministério Público”, disse à época.

Ele afirmou que um dos casos mais “espinhosos” que experimentou foi o do prefeito afastado de Coari Adail Pinheiro (PRP). “Me sinto realizado por ter sido útil à sociedade”, avaliou.

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