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Pesquisa aponta deficiência no aprendizado dos alunos do AM

Apenas 9,7% dos alunos do 3º ano ensino fundamental em Matemática no Amazonas sabem fazer contas 26/06/2013 às 09:19
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Estudo alerta dirigentes para investimentos na educação fundamental
Ana Celia Ossame ---

Enquanto os estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram um bom desempenho em Matemática, chegando a um índice de 49,3%, no Amazonas, apenas 9,7% dos alunos conseguem o mesmo resultado. Na escrita, o nível de proficiência dos alunos chega a 20%, de acordo com a segunda edição da Avaliação Brasileira do Final do Ciclo da Alfabetização, a Prova ABC divulgada ontem em São Paulo, pelo movimento “Todos pela Educação”.

O fato de estudantes das regiões Sul e Sudeste apresentarem taxas de aprendizado acima da média nacional e os do Norte e Nordeste abaixo do considerado ideal, revela mais uma situação de desigualdade educacional no contexto regional, nos primeiros anos de estudo adverte Andreia Bergamasci, gerente de projetos do Todos pela Educação.

O objetivo da Prova ABC é traçar um diagnóstico da alfabetização dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental, com base em exames de leitura, escrita e matemática. Ela foi aplicada em 2011 e em 2012, com o objetivo de traçar um diagnóstico da alfabetização dos alunos do ensino fundamental em leitura, escrita e matemática. Os resultados das duas edições, no entanto, não são comparáveis porque em 2011, a prova foi respondida por 6 mil alunos que já cursavam o primeiro semestre do 4º ano nas capitais e em 2012, a amostra foi de 54 mil alunos distribuídos igualmente entre o 2º e o 3º anos e a prova foi realizada no final do ano letivo.

MENSAGEM

Para Andreia, uma mensagem importante dada por essa edição da prova é que a desigualdade educacional está começando cedo no País. “É preciso que os gestores públicos, tanto federal quanto estadual, além dos municipais, observem as disparidades entre as regiões e procurem executar políticas públicas que enfrentem esses desafios”, explicou.

Ao citar que o índice de 44% na leitura demonstrado pelas crianças do terceiro ano é baixo para o que é considerado ideal. Mas a coisa fica pior quando se vai para a região Norte, onde esse índice chega a 22% em alguns estados. “Essa dificuldade na leitura vai repercutir, por exemplo, no aprendizado da Matemática, pois sem compreender o texto não vai conseguir resolver os problemas”, observa ela, lembrando que os dados da pesquisas são uma feramenta sobre a qual os gestores podem se debruçar para traçar estratégias e políticas relevantes.

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