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Pesquisa do MS aponta aumento de 54% no número de brasileiros com obesidade

Mulheres são as maiores vítimas dos riscos associados ao ganho de peso 06/11/2013 às 08:45
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Pesquisa mostrou que 40% das pacientes com problemas de incontinência urinária são obesas
ACRÍTICA.COM ---

Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde mostra que a obesidade entre os brasileiros aumentou 54% entre 2006 e 2012. Fator de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial, a obesidade também influencia o surgimento de problemas associados como a incontinência urinária e cistocele, popularmente conhecida por bexiga baixa.

A incontinência urinária tem alta prevalência na população e afeta de maneira significativa a qualidade de vida. Estima-se que 20% da população feminina acima de 40 anos apresente algum grau de incontinência urinária e tem como fator de risco a obesidade. A cistocele ocorre devido à perda da sustentação da bexiga feita pelos músculos e ligamentos da pelve. Um dos primeiros sintomas é a incontinência urinária. “Em torno de 40% das pacientes com incontinência urinária apresentam algum tipo de prolapso vaginal”, comenta o urologista e responsável do Centro de Micção do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Fernando Almeida.

Grau de perigo
Considera-se fator de risco mulheres cujo Índice de Massa Corporal (IMC) está acima dos 26. O IMC é padrão internacional para avaliar o grau de obesidade e pode ser calculado dividindo o peso (em quilos) pela altura ao quadrado (em metros). “A relação entre obesidade e incontinência urinária foi notada quando pacientes emagreceram após a cirurgia de redução de estômago, relatando que não mais perdiam urina”, explica o especialista. No entanto, se estiver caracterizada uma queda da bexiga, emagrecer não é o suficiente para solucionar o problema.

Neste caso é necessário realizar cirurgia para sustentar a bexiga. “Há diversas técnicas disponíveis, entre elas a inserção de uma tela que faz as vezes da sustentação muscular”, conclui o médico que afirma ainda que o exame clínico é uma das principais formas de diagnóstico podendo ser auxiliado por outros exames como estudo urodinâmico, ultrassonografia e ressonância magnética.

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