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Pesquisa mostra que maioria dos internautas é a favor do casamento gay

Participaram da pesquisa Conectaí/Ibope 2.363 internautas entre 11 e 19 de março 25/03/2013 às 17:17
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A pesquisa mostra que os mais novos têm assumido a homossexualidade
acritica.com Manaus

Pesquisa do painel online Conectaí/ Ibope, divulgada nesta segunda-feira (25/03), mostra que os mais jovens têm assumido mais a orientação sexual publicamente. Os dados também mostram que 47% dos internautas brasileiros são favoráveis ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Participaram da pesquisa 2.363 internautas entre 11 e 19 de março.

Foram abordadas diversas questões sobre o tema. A pesquisa foi realizada como forma de contribuição para um debate que divide a sociedade.

Dentre os entrevistados que se declaram homossexuais ou bissexuais, os homens aparecem em maior proporção que mulheres: 16% versus 8%, respectivamente. Quanto mais jovens, mais assumem a orientação sexual: 15%, se até 29 anos; 10%, de 30 a 49 anos; e apenas 5% para aqueles de 50 anos e mais.

Segundo as respostas, o Norte seria a região com a menor presença de gays, com apenas 2% dos entrevistados entre bissexuais ou homossexuais. O índice fica muito abaixo dos valores apresentados nas demais regiões: Sul (10%) Sudeste (13%), Nordeste (13%) e Centro-oeste (14%).

Quanto à classificação econômica, a classe B se destaca como aquela onde há mais homossexuais/bissexuais, com 14% dos entrevistados. O índice chega a 11% na classe A e vai a 10% tanto para a classe C quanto para a classe D.

Com relação à religião, 42% dos gays dizem que não a têm e, entre os heterossexuais, o mesmo índice cai para 13%. Nota-se ainda que as pessoas que não quiseram responder sobre a sua orientação sexual são católicas em sua maioria (53%). 

A pesquisa revela também que 63% dos homossexuais/bissexuais são solteiros, enquanto 25% moram com o(a) parceiro(a) ou conseguiram a união estável. Já a população que não respondeu sobre a sua orientação sexual, 48% são casados.

Casamento gay

Questionados se haveria intenção de se casar uma vez que a lei permite a união entre gays, 43% dos homossexuais/bissexuais dizem que certamente se casariam e 22% dizem que provavelmente se casariam, ou seja, 2/3 demonstram o desejo de formalização da união.

Outros 25% não sabem/nunca pensaram a respeito, e 7% e 4% dizem que provavelmente não se casariam e certamente não se casariam, respectivamente.

Adoção de crianças

Questionados sobre a adoção de crianças por casais gays, 57% dos internautas revelaram-se favoráveis, independente de serem casais de homens ou de mulheres. Se considerados os entrevistados assumidamente homossexuais ou bissexuais, a aprovação sobre para 97%.

Além disso, 45% de todos os entrevistados manifestaram o desejo de adotar uma criança. Essa proporção sobe para quase 60% entre os gays.

Entre aqueles que não concordam com a adoção de crianças por casais homossexuais, as duas principais razões são a ideia de que “no futuro, isso pode influenciar a orientação sexual da criança” e também o medo de que a “a criança pode sofrer preconceito”.

Assumir ou não?

Dentre a população que respondeu a pesquisa informando ser homossexual ou bissexual, 31% disseram não se assumir perante a família, 33% não o fazem perante os colegas de trabalho e 12% apenas não assumem perante seus próprios amigos.

Para Laure Castelnau, diretora executiva de marketing e desenvolvimento de negócios do Ibope Inteligência, a interpretação detalhada de todos os dados indica para um percentual significativo de pessoas que não se assumiram gays também à própria pesquisa:

“Embora apenas 12% se declarem homossexuais e/ou bissexuais, 36% dos entrevistados afirmam ter no mínimo uma pessoa gay na família, mostrando, portanto, que a proporção de homossexuais não assumidos é de fato significativa e que muitas famílias não sabem que há um homossexual entre seus próprios familiares”, observa Laure.

Porque não assumir?

Muitos são os motivos que levam os gays a não assumir a sua orientação sexual. Em relação à própria família, o maior medo é o da rejeição (57%). Entre os colegas de trabalho, também há o medo de rejeição (32%), mas divide espaço com o medo de que a opção sexual interfira na carreira profissional (24%).

Com informações do Ibope.

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