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Pesquisa Nacional de Saúde aponta estudos alusivos ao Estado

Os estudos direcionados ao Amazonas foram apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 02/06/2015 às 17:47
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De acordo com o estudo do PNS, 56,2% buscam atendimento na Unidade Básica de Saúde, seguido por Unidades de Pronto Atendimento Público ou Emergência de Hospital Público (14,5%), em Hospital Público ou Ambulatório (10,4%) e Centro de Especialidades, Policlínica Pública ou PAM (2,5%)
Acritica.com Manaus (AM)

Pesquisas referentes ao Amazonas foram divulgadas nesta terça-feira, 2, por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a instituição, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) revelou que dos 2,9 milhões de amazonenses que costumam procurar o mesmo lugar, o mesmo médico ou o mesmo serviço de saúde, a grande maioria (83,6%) busca atendimento na rede pública, sendo que 56,2% buscam atendimento na Unidade Básica de Saúde, seguido por Unidades de Pronto Atendimento Público ou Emergência de Hospital Público (14,5%), em Hospital Público ou Ambulatório (10,4%) e Centro de Especialidades, Policlínica Pública ou PAM (2,5%).

Ainda de acordo com o PNS, 11,9% da população (437 mil) procuraram algum atendimento de saúde, nas duas semanas anteriores à data de referência da pesquisa. Destes, 97,2% afirmaram ter conseguido atendimento e 96,1% foram atendidos na primeira vez em que procuraram. Os motivos mais frequentemente citados para a procura de atendimento foram: doença (39,5%), continuação de tratamento (13,2%), exame complementar de diagnóstico (13,7%) e outro atendimento preventivo (5,3%).

A proporção de mulheres (14,6%) que buscaram atendimento foi maior que a dos homens (9,1%). A busca pelo atendimento de saúde registrou maior volume entre as pessoas com 60 anos ou mais (24,7%); de cor branca (14,3%) e com nível superior completo (16,0%).

Entre as que não conseguiram atendimento de saúde na primeira vez em que procuraram, 11,4% alegaram não ter médico atendendo e 52,1% não conseguiram vaga ou pegar senha. Os demais motivos investigados tiveram percentuais de 36,4%  de pessoas que não podiam pagar pela consulta ou pessoas que declararam não haver serviço profissional de saúde especializado.

Internações

Das 3,8 milhões de pessoas residentes no Amazonas, 5,8% (ou 195 mil) ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais nos 12 meses anteriores à data da entrevista da PNS.

Das que ficaram internadas em hospitais por 24 horas ou mais, 74,0% (ou 144 mil) tiveram este atendimento por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). As regiões Nordeste (76,5%) e Norte (73,9%) registraram as maiores proporções. No Amazonas a proporção de internação em SUS foi maior para pessoas de 0 a 17 anos de idade (75,2%), para que se declararam de cor preta (75,8%) e parda (75,4%) e não apresentou diferenças por sexo. Essa proporção também foi maior quanto menor o nível de instrução: variou de 80,6% das pessoas sem instrução ou fundamental incompleto a 19,7% das pessoas com nível superior completo.

Medicamentos nas mãos

Dos entrevistados que conseguiram atendimento de saúde, nas duas últimas semanas em relação à data de referência da pesquisa, 66,4% (282 mil) tiveram algum medicamento receitado e, destas, 73,4% conseguiram obter todos os remédios prescritos e 89,8% conseguiram obter pelo menos um deles.

A proporção de pessoas que conseguiram obter pelo menos um medicamento receitado no serviço público de saúde foi de 39,8% (ou 112 mil). Do total estimado de 282 mil pessoas que tiveram medicamento receitado no último atendimento de saúde, 13,4% (ou 38  mil) conseguiram obter pelo menos um medicamento no Programa Farmácia Popular, sendo que o Amazonas neste item ficou em 25º a nível nacional.

Discriminação em unidades de saúde

A PNS revelou que, em 2013, 13,3% das pessoas com 18 anos ou mais (ou 304 mil) afirmaram que já haviam se sentido discriminadas ou tratadas de maneira pior no serviço de saúde, por algum médico ou outro profissional de saúde. Os percentuais foram significativamente maiores nas regiões Norte (13,6%) e Centro-Oeste (13,3%). Neste item, o Amazonas ocupou a sétima posição junto com o Pará.

Das pessoas que já se sentiram discriminadas por algum médico ou outro profissional de saúde, destacaram-se os homens (13,6%), de 30 a 39 anos (15,8%) e de 40 a 59 anos (14,9%); as pessoas de cor parda (13,8%) e preta (11,6%); e as pessoas com fundamental completo e médio incompleto (16,2%).

A pesquisa também investigou os motivos percebidos pelos indivíduos que se sentiram discriminados no serviço de saúde. Eles podiam indicar mais de um quesito. Mais da metade da população de 18 anos ou mais de idade que já se sentiu discriminada no serviço público de saúde respondeu como motivos a falta de dinheiro (59,1%) e a classe social (63,7%). 

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