Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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ECONOMIA

Pesquisa revela que 43% dos idosos brasileiros respondem pelo sustento da casa

Estudo também diz que 21% dos aposentados continuam exercendo atividade remunerada. Ontem (11), a Câmara aprovou Lei que permite a pessoas físicas doarem ao Fundo Nacional do Idoso diretamente no Imposto de Renda


12/12/2018 às 12:04

Um estudo feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) constatou que 21% dos idosos aposentados continuam exercendo algum tipo de atividade remunerada. Segundo os autores do estudo, uma das principais razões do fenômeno é o fato de a renda não ser suficiente para pagar as contas – é o que afirmam 47% dos entrevistados.

De acordo com a pesquisa, no Brasil, sete em cada 10 idosos são beneficiados pela aposentadoria atualmente. Além da questão financeira, entre os que têm mais de 60 anos e ainda exercem alguma atividade remunerada, 48% disseram que querem se sentir produtivos nessa fase da vida e 46%, que buscam manter a mente ocupada.

Segundo o estudo, boa parte dos lares conta com a renda de familiares com mais de 60 anos. Nove em cada 10 idosos (91%) contribuem financeiramente com o orçamento, sendo que 43% os principais responsáveis pelo sustento da casa. Ainda assim, 34% dos entrevistados recebem algum tipo de custeio por meio de pensão por morte de cônjuge ou ente familiar.

Planejamento

Entre os que se planejaram pensando nessa fase da vida, 32% admitem nunca ter guardado dinheiro exclusivamente para essa finalidade; 25% não lembram quando começaram a fazer uma reserva; e 43% dos que recordam o período de início da poupança tinha em média 27 anos quando começou a guardar dinheiro.

A maior parte dos entrevistados (47%) afirmou que se previne por meio da contribuição do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); 34% disseram que fazem algum tipo de investimento – número que sobe entre as classes A e B – como poupança (13%), previdência privada da empresa em que trabalhou (9%) e investimentos como fundos ou ações (7%).

Há também uma parcela que investe em previdência paga por conta própria (7%) e em imóveis (6%) – considerando apenas os imóveis tratados como investimento, e não como moradia.

Entre a população da faixa etária acima de 60 anos que não se prepararam para a aposentadoria, os principais fatores citados são falta de renda (29%) e de sobra de dinheiro no orçamento (25%).

O SPC diz que os dados refletem um novo cenário com o aumento da expectativa de vida no Brasil e ressalta que planejar a aposentadoria pensando na renda que virá com o INSS é arriscado no contexto atual no país. De acordo com a entidade, o valor médio do benefício concedido raramente é suficiente para dar cobrir despesas que não estavam previstas, como gastos com remédios e plano de saúde.

Foram entrevistados 612 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais, nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 4 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Fundo Nacional do Idoso é aprovado na Câmara

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (11), o projeto de Lei do Senado que permite a pessoas físicas fazer doações ao Fundo Nacional do Idoso diretamente na declaração de Imposto de Renda. O texto estabelece que a doação ao fundo (federal, estadual ou municipal) será limitada a 3% do Imposto de Renda devido apurado na declaração. A matéria segue para sanção presidencial.

Atualmente, as doações a esse fundo podem ser deduzidas na declaração de ajuste, mas precisam ser feitas ao longo do ano e, somente quando da declaração, o contribuinte faz a soma para apurar o imposto devido. 

Pelo novo dispositivo, a doação poderá ser feita até o último dia de entrega da declaração de ajuste, com pagamento por meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf). 

O texto prevê que a nova sistemática será aplicada a partir de 2020, referente ao ano-calendário de 2019. Todas as doações permitidas (fundos do Idoso e da Criança e do Adolescente e outras) sujeitam-se ainda ao limite global de 6% do imposto apurado. Para fazer jus à dedução do imposto a pagar ou ao aumento da restituição, o contribuinte deverá usar a declaração completa e não poderá entregá-la fora do prazo.

Se o contribuinte não pagar a doação na data do vencimento da primeira parcela do Imposto de Renda após a declaração de ajuste, o valor da diferença do imposto devido apurado nessa declaração deverá ser pago com os acréscimos legais previstos na legislação. Além da doação feita no ano da declaração, poderão ser feitas outras ao longo do ano-calendário anterior, como ocorre atualmente.

*Com informações do repórter Lucas Scatolini e da Agência Câmara

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