Quinta-feira, 18 de Julho de 2019
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Pesquisa será usada para melhorias no aeroporto internacional de Manaus

Apontado como o segundo pior do país, o aeroporto internacional Eduardo Gomes deve garantir um melhor serviço para mais de 13 milhões de passageiros



1.jpg Maquete de apresentação das obras de reforma do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes
20/05/2013 às 21:42

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuaria (Infraero) informou que pretende usar os dados da pesquisa divulgada no sábado pela Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, que classificou o aeroporto internacional Eduardo Gomes como o segundo pior do País na avaliação de passageiros, para aprimorar os processos de embarque e desembarque do terminal.

A pesquisa foi realizada no primeiro trimestre deste ano e ouviu 21.216 passageiros nos 15 Aeroportos que atenderão as 12 cidades-sede da Copa do Mundo Fifa de 2014. O aeroporto de Manaus foi melhor avaliado apenas que o aeroporto de Cuiabá, no Mato Grosso, e empatou, no segundo lugar do ranking, com o aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

Viajantes domésticos e internacionais foram questionados sobre o acesso aos terminais, check-in, setor de emigração, inspeção e segurança.

De acordo com nota enviada pela assessoria da Infraero em Manaus, as obras de ampliação e reforma do aeroporto, que começaram em novembro de 2011, contribuirão de forma direta na melhoria dos serviços ofertados.

“O aeroporto de Manaus está recebendo melhorias que vão ampliar a capacidade de passageiros e o conforto aos usuários. Com a reforma, passará de 43 mil m² para 97.258 m², e aumentará a capacidade de 6,4  para 13,5 milhões de passageiros ao ano”, ressaltando que até o final de abril, 62% dos trabalhos estavam concluídos.

Obras e caos

O engenheiro e arquiteto naval, Jorge Nikulin Aracena, passa pelo aeroporto Eduardo Gomes desde anos 80, quando começou a prestar serviços na capital. Ele é um dos passageiros que concordam com o resultado da pesquisa divulgada pelo governo.

Segundo o engenheiro, a situação caótica do local é um “acumulado” dos anos em que o sistema de aviação no País foi deixado de lado. “Os problemas deveriam estar sendo corrigidos ao longo dos anos, e não só agora, por conta da Copa. Aqui não tem nem onde almoçar, a maioria dos voos acontece na madrugada, o tempo de espera é muito longo”, criticou.

Viajando a trabalho uma vez por  mês, o médico Rafael Carvalho, 30, reclamou que o aeroporto oferece poucas opções aos turistas. “Acredito que depois das obras da Copa o serviço seja melhorado”, ponderou.

Resultado contestado

Mas nem todos concordaram com a pesquisa e o título negativo conquistado pelo aeroporto de Manaus. O casal Neuder Cruz Maciel, 45, e Ilma Calheiros, 45, não concordou com a avaliação. Para eles, outros aeroportos do País estão em situação mais complicada. “Viajamos bastante e não concordamos com o status dado ao aeroporto. Tenho visto situação bem pior em outros locais. Aqui, os preços são mais baixos, e raramente vemos passageiros dormindo pelo chão, como acontece rotineiramente em São Paulo”, opinou Neuder Maciel.

Segundo a Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo de Futebol de 2014, a obra no aeroporto internacional Eduardo Gomes deveria ter iniciado em fevereiro de 2011. Mas a ordem de serviço só foi assinada nove meses depois, em novembro daquele ano. A Matriz de Responsabilidades é o documento que apresenta as obras, ações e os valores a serem realizados e investidos na Copa.

Para o turismólogo Dalison Neto, 29, o aeroporto de Manaus está aquém de outros internacionais, mas oferece melhores serviços que outros aeroportos regionais.

“Se for comparar com outros aeroportos regionais, o nosso está super bem desenvolvido tomando como ponto de comparação os Aeroportos de Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista, mas se for comparar com o de Belém ai já começamos a ficar para trás. Por exemplo, o Aeroporto de Toronto ou Vancouver no Canadá, possuem praças de alimentação com as grandes redes disponíveis como MC Donald, Subway, KFC entre outros, e são cidades que não possuem nem 1,5 milhão de habitantes. Então, se tomarmos referências internacionais estamos há anos luz atrasados”, disse.

 

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