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Cotidiano
Pesquisas científicas

Pesquisa visa melhorar a funcionalidade da Balsa Amarela no porto da Manaus Moderna

Estudo deve ser apresentado nesta sexta-feira (3) durante o segundo dia do 3º Encontro Regional de Pesquisa Operacional da Região Norte, que ocorrerá na Escola Superior de Tecnologia da UEA 04/11/2016 às 05:00
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Carga e descarga e circulação de passageiros são confusas e perigosas na balsa amarela (Foto: Márcio Silva/AC)
Silane Souza Manaus (AM)

Dar mais segurança e ao mesmo tempo celeridade ao embarque e desembarque de passageiros e cargas. É a proposta de uma pesquisa operacional que visa melhorar a funcionalidade da Balsa Amarela, situada no porto da Manaus Moderna, Centro. O estudo é desenvolvido por estudantes de engenharia naval da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e deve ser apresentado, hoje, durante o segundo dia do 3º Encontro Regional de Pesquisa Operacional da Região Norte.

A pesquisa está em fase inicial, mas o objetivo dos estudantes Alexia Mamed, 20, e Henrique Cavalcante, 20, é apresentar uma solução viável que otimize e organize o fluxo na Balsa Amarela que, atualmente, sofre com a desorganização e insegurança. “É uma bagunça. A mercadoria entra nas embarcações de qualquer forma. Não há segurança para os carregadores, pois eles entram no barco por uma tábua de madeira que não oferece nenhuma segurança”, afirmou Alexia.

Para os estudantes, o certo é os barcos atracarem de lado e não de frente, mas isso toma muito espaço. A outra solução é fazer ou colocar ramificações dos lados da balsa para que as embarcações possam atracar de frente e ficar ao lado de cada ramificação proporcionando maior segurança a entrada e saída de mercadoria. “A exemplo da Marina Itajaí, em Florianópolis. Pela nossa organização coube mais barco do que atraca hoje. Mas para isso é preciso de investimento”, apontou Henrique.

Outra pesquisa apresenta hoje no 3º Encontro Regional de Pesquisa Operacional da Região Norte é a de “Processo de planejamento de produção sob demanda com escalonamento just-in-time em máquinas paralelas”, do doutorando em ciência da computação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Rainer Xavier de Amorim, 30. “É um sistema de administração onde tudo deve ser produzido, transportado ou comprado na hora exata reduzindo desta forma estoques e os custos decorrentes”.

Conforme Rainer, a pesquisa pode ser aplicada em qualquer organização. Mas o foco dele é mais teórico. “O objetivo é apresentar um projeto de modo que ofereça a melhor solução possível para que qualquer pessoa que queira aplicar o estudo tenha condições para isso. Esse processo é benéfico para minimizar a antecipação ou atraso de produtos. As vantagens são tanto para o empresário, que não terá custo de armazenamento de estoque, quanto para o cliente, que receberá sua encomenda na data que quer”.

Evento

O 3º Encontro Regional de Pesquisa Operacional da Região Norte é promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa Operacional (Sobrapo), a Universidade do Estado do Amazonas e a Universidade Federal do Amazonas. Pela primeira vez ocorre na Escola Superior de Tecnologia da UEA. A programação será realizada entre os dias 3 e 5 deste mês.

Palestras

A programação do 3º Encontro Regional de Pesquisa Operacional da Região Norte é composta de palestras e minicursos, comandadas por renomados profissionais brasileiros como: Andre Bergsten Mendes (USP); Reinaldo Morabito Neto (UFSCAR); Ricardo Hiroshi Caldeira Takahashi (UFMG); Uéverton dos Santos Souza (UFF); Rosiane de Freitas Rodrigues. O evento começou ontem e segue até amanhã no auditório da Escola Superior de Tecnologia (EST), na avenida Darcy Vargas, bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul.

De acordo com a coordenadora do evento, Renata Onety, o objetivo é promover conhecimento sobre a Pesquisa Operacional, além de interação entre professores e alunos de diferentes instituições de ensino. “Nossa proposta é discutir, aprender com professores renomados e fazer essa integração entre alunos dentro das próprias universidades. O evento também servirá para mostrar os estudos que estão sendo desenvolvidos no Amazonas na área operacional”, destacou.

Ainda conforme ela, também é um momento de pensar no nosso cenário amazônico e na sua peculiaridade para ver como resolver os diversos problemas que existem na região. “A pesquisa operacional possui uma série de ferramentas que auxilia na solução desses problemas. No Estado, temos tanto a UEA quanto a Ufam desenvolvendo pesquisa operacional”, afirmou, destacando que projetos desenvolvidos por estudantes de diversas universidades brasileiras serão apresentados durante o encontro.

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