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Pesquisadores estudam novas maneiras de bloquear transmissão da malária a humanos

Objetivo do projeto do Programa Universal Amazonas, com apoio da Fapeam, é conhecer como o mosquito interage com o parasita e controla a infecção 11/02/2016 às 20:27
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A malária é transmitida pelo parasita Plasmodium vivax. O vírus responde por 90% dos casos registrados no Amazonas
acritica.com Manaus (AM)

Bloquear a transmissão da malária aos humanos pelos mosquitos infectados pelo Plasmodium - gênero de parasitas causadores da doença. Esse é o ousado objetivo de um estudo desenvolvido por meio do Programa Universal Amazonas, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado (Fapeam), que pretende caracterizar a resposta dos mosquitos infectados.

Segundo o coordenador do projeto de pesquisa, Henrique Silveira, o objetivo é conhecer como o mosquito interage com o parasita e controla a infecção. “Esta informação será valiosa para o desenho de ferramentas que possam controlar o desenvolvimento do parasita no mosquito e, deste modo, bloquear a transmissão aos humanos”, disse Silveira.

De acordo com o pesquisador, durante o estudo a intenção é analisar os genes do mosquito que são expressos durante a infecção por Plasmodium vivax - uma das cinco espécies de parasitas da malária que contaminam o ser humano.

Análise

De acordo com Silveira, ao longo do estudo os mosquitos são infectados experimentalmente e, depois, dissecados para coletar o material biológico e caracterizar os genes associados à infecção. Após esta fase, os pesquisadores verificam se há intervenção nos genes para analisar como eles irão agir ao longo da infecção.

Segundo ele, o estudo contribuirá no combate da doença mundialmente, uma vez que, ao utilizar mosquitos e parasitas locais, a pesquisa tratará com especificidades da região que podem ser determinantes para a luta “anti-malária” em zonas onde há mais riscos da doença, como na Amazônia. “Projetos com interesse local e com qualidade mundial são importantes para que os cientistas que trabalham nas instituições do Amazonas possam ter visibilidade nacional e internacionalmente. Iso é fundamental para o desenvolvimento da nossa região”, disse Henrique Silveira.

Estudo realizado em parceria

A pesquisa é desenvolvida em parceria com a Fundação de Medicina Tropical, Universidade do Estado do Amazonas (UEA),  Inpa e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, de Portugal.


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